Aquisição da SLC Alimentos fortalece Camil em grãos

Negociação gera mais capacidade produtiva

Por Karine Menoncin

karine.menoncin@amanha.com.br

Aquisição da SLC Alimentos fortalece Camil no mercado de grãos

Divulgada na última sexta-feira (26), a aquisição da SLC Alimentos (na foto, a planta de Capão do Leão) pela Camil Alimentos mira no avanço da marca nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país, além de ampliar as exportações. É o que anunciou Luciano Quartiero, presidente da Camil, em teleconferência nesta segunda-feira (29). Dona das marcas Namorado, Butuí, Bonzão e Americano, a SLC Alimentos foi avaliada em R$ 308 milhões, incluindo o endividamento da ordem de R$ 128 milhões. O negócio ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

Com a compra de 100% da SLC Alimentos, a Camil também adquiriu as cinco unidades fabris, sediadas em Alegrete (RS), Capão do Leão (RS), Jaboatão dos Guararapes (PE), Paraíso do Tocantins (TO) e Tatuí (SP), bem como seis centros de distribuição em Brasília (DF), Conceição do Araguaia (PA), Caucaia (CE), Jandira (SP), Porto Alegre (RS) e Simões Filho (BA). A empresa atua na industrialização e comercialização de arroz, feijão e lentilha e está presente nas cinco regiões do Brasil, além de exportar para mais de 20 países. Em 2017, registrou faturamento líquido de R$ 512 milhões. "Desde a abertura de capital, em 2017, estávamos em busca de uma companhia que complementasse nossa atuação e agregasse participação em mercados estratégicos. Faz todo o sentido adquirirmos uma marca relevante como Namorado", afirmou Quartiero. 

De olho em novos países da América do Sul, como Colômbia e Argentina, Camil também vê espaço para crescer no comércio de grãos no varejo do Brasil, um mercado ainda bastante pulverizado, disse o presidente-executivo da companhia. A partir da transação, estima-se que a fatia da Camil no mercado nacional de arroz subirá de 7% para 9%.  A Camil já possui operações no Chile, Peru e Uruguai, exportando para mais de 50 países.  O valor da transação, segundo a empresa, será pago com recursos próprios. Serão pagos R$ 140 milhões à vista, após a aprovação da operação. Outros R$ 40 milhões ficarão retidos e serão pagos ao longo de cinco anos, a depender de contingências.


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