Petrobras está pagando mais impostos, o que não é bom para acionistas, diz Citi

Mudança impactaria dividendos

Por Infomoney

Petrobras está pagando mais impostos, o que não é bom para acionistas, diz Citi

Em relatório divulgado nesta semana, o Citi alertou que a mudança de impostos da Petrobras (PETR3;PETR4) poderia afetar o fluxo de caixa da companhia. O jornal O Globo noticiou que a companhia teria adotado medidas mais conservadoras ao alterar seu planejamento tributário e está pagando mais impostos, o que traria um impacto negativo para as ações. Segundo técnicos, a mudança no planejamento tributário foi determinada pelo novo diretor de finanças da estatal, Ivan Monteiro.

Segundo o jornal, a Petrobras deixou de se arriscar com engenharias financeiras que poderiam resultar em questionamentos do Fisco ou da Justiça. Desse modo, a companhia se esforça para resgatar a credibilidade perdida, o que rendeu aos cofres públicos nada menos do que R$ 4,4 bilhões em abril, 130% a mais do que no mesmo mês do ano passado. Pagando menos impostos, a estatal conseguia não sacrificar seu lucro e tinha condições de suportar o congelamento dos preços da gasolina, segurando, assim, a pressão inflacionária enquanto na gestão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

"As subsidiárias internacionais da Petrobras seriam a única divisão exposta a um potencial aumento de impostos. Porém, destacamos que veríamos um impacto significativo no fluxo de caixa e no lucro da estatal se a companhia alterar políticas de juros capitalizados e contabilidade de hedge", aponta o relatório do Citi. O banco ainda comentou que as alterações levariam a menores lucros, o que potencialmente impactaria no valor dos dividendos, especialmente nas ações ordinárias. Em abril, a companhia informou que não haveria pagamento de dividendos referentes ao ano de 2014, após a companhia contabilizar um prejuízo de R$ 21,6 bilhões no período. Contudo, a expectativa é de que a companhia volte a pagar dividendos nos próximos anos.

Por outro lado, o reforço nas receitas chega em boa hora, já que o caixa do Tesouro tem sido muito afetado pela baixa na arrecadação graças à recessão. Os técnicos da área econômica já admitiram que não será possível atingir a meta de superávit fiscal primário de R$ 66,3 bilhões, ou 1,1% do PIB, fixada para este ano. "É possível que o superávit não chegue nem mesmo a 0,9% do PIB, já que, nos últimos 12 meses, o país gastou mais que arrecadou e tem um déficit primário de 0,7% do PIB." disse O Globo.



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