Pollux lança unidade voltada para sistemas de visão industriais

Com a tecnologia é possível inspecionar produção de fábricas com alto nível de precisão em diversos segmentos

Da Redação

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Pollux lança unidade voltada para sistemas de visão industriais

Há 22 anos, quando a Pollux, empresa sediada em Joinville (SC) e com foco em tecnologia industrial, investiu em câmeras para otimizar e realizar inspeções automáticas nas linhas de produção, a visão artificial ainda era pouco conhecida no Brasil. De lá para cá muita coisa mudou. Para o executivo José Rizzo, CEO da Pollux, sistemas de visão são hoje parte integrante da maioria dos processos industriais, realizando inspeção de 100% dos produtos fabricados em diversos segmentos. “A tecnologia de visão se consolidou nos últimos anos e é uma ferramenta fundamental para um futuro próximo, marcado pelos conceitos da Indústria 4.0”, projeta Rizzo que também atua como presidente da Associação Brasileira da Internet Industrial (ABII). 

Segundo o executivo, a empresa revisitou o mercado e percebeu que cresceria mais rapidamente com uma equipe focada em visão. “Decidimos investir em uma unidade de negócio totalmente voltada ao entendimento das demandas do mercado e dedicada à realização de estudos avançados. Com isso nos manteremos na dianteira das principais inovações do setor”, esclarece. Liderada por Gustavo Baumgarten, a Pollux Vision já prevê crescimento e oferta de novos produtos em ritmo acelerado. “Queremos entender melhor as dificuldades do cliente para oferecer soluções acessíveis para empresas de todos os portes”, afirma o executivo que acredita ser possível popularizar a tecnologia no Brasil. Para Baumgarten, o cenário é favorável, principalmente, com a evolução da Internet das Coisas (IoT), conceito que se refere à criação de uma rede de dispositivos físicos conectados. “Quando falamos em aplicação de IoT na indústria, por exemplo, podemos alcançar ganhos em eficiência e produtividade”, explica. 

Neste sentido, a Pollux Vision já desenvolve estudos inéditos de visão artificial com aprendizagem de máquinas (Machine Learning) e apoio de redes neurais. Na prática, um algoritmo inteligente avalia imagens reais para “aprender” a classificar produtos bons e ruins. “Essa tecnologia, ainda nova no mundo, é eficiente em inspecionar padrões de qualidade na indústria alimentícia, por exemplo, mas existem outras possibilidades que podemos explorar”, enfatiza Baumgarten. Com a tecnologia de visão é possível inspecionar 100% da produção de uma fábrica com mais rapidez e um alto nível de precisão, diferente do método tradicional que faz análises de produtos por amostragem. Tudo graças às câmeras inteligentes que são fornecidas pela parceira de negócios, a Cognex.


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