Número de cervejarias artesanais já cresceu 23% neste ano

O Sul ainda é região com o maior número de estabelecimentos

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli

Em nove meses, saltou de 679 para 835 o número de cervejarias artesanais independentes em operação no Brasil, um avanço de 23%. O comparativo entre os dados de dezembro de 2017 e setembro de 2018 foi realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No total, existem mais de 169 mil produtos registrados pelos estabelecimentos. O Sul ainda é região com o maior número de empresas (369), seguido por Sudeste (328), Nordeste (61), Centro-Oeste (51) e Norte (26). Entre os estados, o Rio Grande do Sul ocupa o primeiro lugar tanto em número de cervejarias (179) quanto em densidade (empresas por habitante). No que diz respeito à quantidade de negócios do gênero, São Paulo ocupa o segundo lugar (144) e a lista segue com Minas Gerais (112), Santa Catarina (102), Paraná (88), Rio de Janeiro (56), Goiás (25), Pernambuco (18), Espírito Santo (16) e Mato Grosso (12). 

“Há forte concentração de cervejarias nas principais regiões metropolitanas das capitais nacionais, além dos entornos das cidades de Nova Lima (MG), Caxias do Sul (RS), Nova Friburgo (RJ), Sorocaba (SP), Juiz de Fora (MG), Ponta Grossa (PR), Joinville (SC), Petrópolis (RJ), Blumenau (SC), Ribeirão Preto (SP), Farroupilha (RS), Novo Hamburgo (RS), Aparecida de Goiânia (GO), Pinhais (PR), Santa Cruz do Sul (RS) e Campinas (SP)”, relata o estudo assinado pelo geógrafo Eduardo Marcusso e o auditor fiscal federal agropecuário Carlos Vitor Müller.  Os autores destacam a importância da transparência ativa dos dados públicos que contribuem para gerar um ambiente setorial mais estruturado.   

Para o presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli (foto), o crescimento significativo é acompanhado pelo aumento da representatividade do setor no consumo. “O volume de público interessado e comprando a bebida artesanal também está se ampliando. Entendemos que a expansão na oferta faz com que mais pessoas sejam atendidas e percebam sensorialmente os diferenciais dos produtos artesanais”, comenta. “Depois do impacto positivo no paladar, o público vai se informar e perceber que a diferença entre as artesanais e comerciais não está só no copo, mas em toda a cadeia produtiva”, acrescenta Lapolli. 


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