Bolsonaro e Haddad disputarão presidência em 28 de outubro

Na região Sul, candidato do PSL teve 57% votos válidos e o petista somou 19%

Da Redação, com Agência Brasil

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Bolsonaro e Haddad disputarão presidência em 28 de outubro

Com 99% das urnas apuradas, está confirmado o segundo turno entre os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Bolsonaro tem 46,2% dos votos válidos e não tem mais chance matemáticas de fechar com mais de 50% dos votos. Fernando Haddad (PT) está com 28,9%. Em terceiro, está Ciro Gomes (PDT), com 12,5%. Ele é seguido por Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,7% e João Amoêdo (Novo), com 2,5%. No Sul, Bolsonaro obteve57% dos votos e Haddad somou 19% (veja tabela abaixo).

Como o Sul votou para presidente

Bolsonaro (PSL)

57%

Haddad (PT)

19%

Ciro (PDT)

9%

Alckmin (PSDB)

4%

Amoêdo (Novo)

3%


Um em cada cinco brasileiros preferiu não ir votar no pleito deste domingo. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, 29.719.056 pessoas não compareceram às seções eleitorais (uma taxa de 20,3%. Esse é o maior índice desde 2002, segundo verificado quando 99,4% dos votos estavam apurados). O Mato Grosso foi o estado com maior proporção de eleitores que não compareceram para votar: 24,5%. Em termos absolutos, São Paulo teve o maior volume de eleitores que não compareceram à votação: 7.108.863 de pessoas. O volume total de abstenções é apenas menor que o número de votos obtidos por Jair Bolsonaro (PSL), 49,1 milhões; e por Fernando Haddad (PT), 30,9 milhões. O número de votos em branco na eleição presidencial foi de 3.095.689 (2,6%) e o número de votos nulos foi de 7.161.245 (6,1%). Somando abstenções, brancos e nulos o total é de mais 39,9 milhões de pessoas que preferiram não ir votar ou escolher um candidato à Presidência da República.

Desde o período pré-eleitoral, sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, o mestre em saltos da brigada paraquedista do Exército, Jair Messias Bolsonaro, candidato da coligação PSL-PRTB, liderou todas as pesquisas de intenções de voto para a Presidência da República. Com apoio até de defensores da monarquia, o capitão da reserva, nascido em Campinas (SP) há 63 anos, fez uma campanha popular, que reuniu grandes grupos de simpatizantes nas ruas, mas também foi alvo de muitas críticas e contraofensivas. Ocupando o espaço de principal rival do PT, Bolsonaro firmou-se como defensor de propostas que se enquadram no arco da extrema-direita e nunca se intimidou com os limites impostos pelo politicamente correto.

Amigo de Lula. Um título para poucos. Entre os poucos está o professor universitário Fernando Haddad, pela segunda vez alçado à condição de candidato pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Lula, preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, Haddad jurou lealdade, assim como prometeu, na campanha eleitoral, retomar o Brasil dos governos petistas. Apresentando-se como advogado de Lula, Haddad, durante sua curta campanha, costumava visitar o ex-presidente na prisão às segundas-feiras. Nas peças da propaganda eleitoral, se apresentou como a voz e as pernas de Lula, mas não herdou a desenvoltura e o carisma do mestre com os eleitores. Mesmo no Nordeste, onde obtém seu melhor resultado nas pesquisas, seu nome não é bem conhecido. Oficialmente escolhido para concorrer a vice na chapa do PT, Haddad foi confirmado como candidato a presidente somente no dia 11 de setembro. O programa de governo sintético que entregou ao TSE prevê medidas emergenciais para gerar empregos. Ele defende a revogação da reforma trabalhista e do teto dos gastos, medidas aprovadas no Congresso pelo governo Temer, e quer "enquadrar os bancos" com uma reforma bancária.


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