O futuro do Brasil é levar comida para o mundo

Para Gedeão Pereira, essa é a missão do agronegócio

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

Gedeão Pereira, presidente da Farsul

O agronegócio esteve no centro das atenções no tradicional Tá na Mesa desta quarta-feira (19). “O foco do agrobusiness brasileiro, hoje, é a Ásia, ainda que consideremos o Canadá. O grande mercado do mundo é a Ásia, principalmente a China”, destacou Gedeão Pereira (foto), presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). “A China cada vez nos compra mais. Carnes, inclusive. São cerca de 45 milhões de pessoas, ou uma Argentina, que entra anualmente no mercado consumidor”, contou, no evento promovido pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), em Porto Alegre. “O futuro do Brasil é levar comida para o mundo e mais do que nunca precisamos dos mercados externos”, projetou. 

O presidente da Farsul reforçou o interesse do agronegócio brasileiro em comercializar com países asiáticos, mas explicou que, para isso, é preciso que o Mercosul, enquanto bloco econômico, tenha uma posição sobre qual sistema aderir nesse negócio. “Para a área rural, o melhor acordo seria de livre comércio, que é o que defendemos. Já para a indústria, principalmente a brasileira e a argentina, o ideal seria o sistema tarifário, porque são setores não competitivos”, explicou. 

Segundo Gedeão, é fundamental que os países cheguem a uma decisão porque o agronegócio brasileiro necessita de mercados externos para crescer. “O Brasil é um país muito fechado para acordos, o que só atrasa seu desenvolvimento”, reforçou. Entre os países já interessados em fazer negócio com os brasileiros, Canadá e Coreia do Sul são os primeiros da fila. “Estamos bem avançados nos acordos com esses países. Já o diálogo com a Europa está mais difícil. Estamos tentando há 20 anos, mas é um bloco muito fechado, parecido com o Mercosul, nesse sentido”.


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