Um fardo que pode afetar a produtividade

Educação financeira pode ajudar funcionários a lidar com dívidas

Por Bernt Entschev

Educação financeira pode ajudar funcionários a lidar com dívidas

Sabemos que a saúde financeira não é um privilégio de pessoas afortunadas. O sucesso no lidar com o dinheiro está muito mais ligado ao planejamento do que efetivamente com quanto se ganha. Por isso, não é raro ver profissionais com bons salários apresentarem problemas com suas finanças pessoais. Mas o que isso tem a ver com carreira? Tudo, pois funcionários que se apresentam na condição de endividados acabam afetando seu círculo de relacionamento, incluindo aqui o ambiente de trabalho. Isso ocorre, pois a pessoa não vê como aliviar o peso do fardo que carrega. 

Endividado, o profissional pode apresentar problemas na gestão do patrimônio, ver afetado seu relacionamento no casamento, apresentar dificuldade com os filhos e, claro, com fornecedores. Ou seja, tudo isso faz com que o colaborador esteja presente na empresa de maneira corporal, física, mas não mental. Aí que mora o problema. O excesso de preocupação pode trazer improdutividade e até mesmo causar acidentes na linha de produção. É fato: as lideranças devem ficar atentas, caso esses sintomas apareçam. O ideal é preveni-los. Embora não seja papel da empresa, a educação financeira pode ser benéfica. 

Prestando serviços a uma multinacional na região de Curitiba há alguns anos, me deparei com um programa do gênero. O superintendente da unidade me contou que a área de RH identificou, por meio de pesquisas de clima, que os colaboradores creditavam ao seu salário as mazelas de uma vida financeira não conduzida da melhor maneira. A partir disso, o RH se debruçou em um programa de educação financeira que foi aberto também aos cônjuges. No prazo de um ano, a percepção dos funcionários mudou e a companhia mantém a iniciativa até hoje. 


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