Receita prorroga adesão de médias empresas ao eSocial

Sistema centraliza os dados de empregadores e empregados

Por Agência Brasil

redacao@amanha.com.br

Receita prorroga adesão de médias empresas ao eSocial

As empresas com faturamento inferior a R$ 78 milhões ganharam mais tempo para enviarem dados dos trabalhadores ao eSocial, sistema que centraliza os dados de empregadores e empregados. A pedido das empresas, a Receita Federal esticou em um mês a primeira fase do programa e adiou a segunda etapa no mesmo prazo. A primeira etapa, que terminaria em agosto, foi adiada para o fim de setembro. Nessa fase, as empresas se cadastram no sistema e enviam tabelas. A segunda etapa, na qual os empregadores inserem os dados dos trabalhadores no eSocial, ocorreria neste mês, mas só começará em 10 de outubro.

Criado em 2013, o eSocial unifica a prestação, por parte do empregador, de informações relativas aos empregados. Dados como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e de Informações à Previdência Social (GFIP) e informações pedidas pela Receita Federal são enviados em um único ambiente ao governo federal. Por meio do eSocial, os vínculos empregatícios, as contribuições previdenciárias, a folha de pagamento, eventuais acidentes de trabalho, os avisos prévios, as escriturações fiscais e os depósitos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) são comunicados pela internet ao governo federal. A ferramenta reduz a burocracia e facilita a fiscalização das obrigações trabalhistas.

O sistema tornou-se obrigatório para os empregadores domésticos, em outubro de 2015. Em um módulo simplificado na página do eSocial, os empregadores geram uma guia única de pagamento do Simples Doméstico, regime que unifica as contribuições e os encargos da categoria profissional.


leia também

AGU contesta liminar que suspende alta de impostos - A previsão é arrecadar mais R$ 10,4 bi com o aumento do PIS/Cofins

Alta de impostos compromete volta do crescimento - Para industriais do Sul, contas públicas devem ter equilíbrio

Arrecadação de impostos cai 7,3% no primeiro semestre - Em junho, a soma chegou a R$ 98 bi, o pior resultado para o mês desde 2010

Arrecadação de impostos tem queda de 8,2% em setembro - Receita recolheu R$ 94,7 bilhões em contribuições

Arrecadação de impostos tem queda real de 11,53% - É o pior resultado para fevereiro desde 2010

As jabuticabas tributárias fazem o Brasil ser injusto - Opinião é de Rafael Nichele, novo presidente do IET

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: