Dólar fecha agosto com alta acumulada de 22,8% no ano

BC vendeu US$ 900 milhões em reservas internacionais

Da Redação, com Agência Brasil

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Com atuação do BC, dólar se mantém praticamente estável

A cotação da moeda norte-americana fechou agosto valorizada em 8,4% com relação ao real. O dólar acumula no ano uma alta de 22,86%. No pregão desta sexta-feira (31), a moeda acabou cotada da R$ 4,072 para venda, com queda de 1,78% depois de atingir, nos dias anteriores, o segundo maior patamar do Plano Real, cotada a quase R$ 4,15. 

O Banco Central voltou a intervir hoje no mercado, como prometido, realizando um swap cambial de linha (venda futura da moeda norte-americana com garantia de recompra) no valor de US$ 1,5 bilhão. Dos R$ 2,15 bilhões ofertados ao mercado, o Banco Central (BC) informou que vendeu R$ 900 milhões em reservas internacionais com compromisso de recomprá-las mais adiante. Os leilões aconteceram na tarde desta sexta-feira (31), com o objetivo de segurar a alta da moeda americana. De acordo com o BC, a taxa de corte do leilão foi de R$ 4,14. O montante, no entanto, não ampliará o total de dólares injetados no mercado. Com isso, a cotação da moeda norte-americana fechou em baixa de 1,7%, cotada a R$ 4,0721. 

Os leilões ajudarão o BC a rolar (renovar) contratos de leilões com compromisso de recompra que venceriam no início do próximo mês. Com os leilões, os dólares das reservas internacionais, que voltariam para o BC em 5 de setembro continuarão no mercado. Uma parte circulará até 5 de novembro, e outra, até 4 de dezembro. Caso os contratos não fossem renovados, a oferta da divisa diminuiria, pressionando a cotação do dólar ainda mais para cima. Os leilões foram anunciados na última quarta-feira (28), dia em que o dólar fechou no segundo maior nível desde a criação do real: R$ 4,15. A cotação está sendo influenciada pela turbulência do mercado financeiro à medida que as eleições de outubro se aproximam. 

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou agosto em alta de 0,3%, com 76.677 pontos. O índice acumulado no mês  ficou em queda de 3,1%, com um acumulado no ano com leve alta de 0,3%. Os papéis da Petrobras contribuíram para o fechamento em alta, com as ações valorizadas em 2,4%.


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