Weg, Copel e Itaipu debatem futuro da energia

Produção de hidrogênio será uma das alternativas

Da Redação

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Weg, Copel e Itaipu debatem futuro da energia na 7ª edição do Fórum Sustentabilidade e Governança, em Curitiba

Como grandes empresas do mercado de novas energias usam a inovação para gerar valor e ganhar eficiência em seus processos? A resposta à pergunta foi dada durante o painel “Inovação e sustentabilidade corporativa” durante a 7ª edição do Fórum Sustentabilidade e Governança dias 21 e 22 de agosto, em Curitiba, com os cases das empresas Weg, Copel e Parque Tecnológico Itaipu. 

A Weg, líder mundial em fabricação de motores fundada em Jaraguá do Sul (SC), é modelo global de como o crescimento rápido e sustentável deve ser pautado pelo investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento. “São mais de 20 laboratórios de pesquisa e ensaios no Brasil e 12 no exterior, além das parcerias com as melhores escolas de engenharia do mundo. Não à toa, mais da metade (55%) dos produtos vendidos em 2016 foram lançados nos últimos cinco anos”, contou João Paulo Gualberto da Silva, diretor de Novas Energias da Weg. A capacidade de inovação tecnológica da companhia catarinense é resultado de um modelo corporativo de divisões de negócios que busca a competitividade e a inovação além dos produtos. Entre os segmentos da indústria atendidos estão: água e saneamento; papel e celulose; naval; infraestrutura, energia e outros. 

Em geração de energia, o ponto alto em sustentabilidade está nas soluções para geração de energia renováveis com os aerogeradores, fornecendo materiais e soluções para empresas como a Copel, companhia paranaense presente em dez estados brasileiros que investiu na compra de 149 aerogeradores destinados à construção de 13 parques eólicos. A previsão da Copel é alcançar, em 2019, a potência instalada de 663,6 MW em cinco diferentes complexos eólicos. “O desafio da Copel no sentido de sobrevivência é diversificar. O grande desafio para empresas com o perfil da Copel é o que vem pela frente. Acreditamos que a energia solar será a grande fonte de energia do nosso planeta em 30 ou até 40 anos”, anteviu Jonel Nazareno Iurk, diretor-presidente da estatal.  

O diretor superintendente do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Jorge Augusto Callado Afonso, reforçou a importância do investimento constante em inovação. O PTI funciona como um braço da Itaipu Binacional, voltado para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis. Pensando em diversificar as fontes convencionais de energia e apostar em fontes renováveis, o Parque realiza pesquisas com compromisso sustentável, em projetos que tenham pouco ou nenhum impacto no meio ambiente, com a intenção de contribuir com a conservação dos recursos naturais. Entre eles, o investimento em produção de energia de biogás, biometano e hidrogênio. “O hidrogênio é uma energia potável, renovável e não poluente, que além da geração de energia será usado para abastecer hospitais da região”, destacou Afonso. 


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