Vendas no Tesouro Direto superam resgates em julho

Os títulos mais procurados foram os vinculados à taxa Selic

Por Agência Brasil

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Vendas no Tesouro Direto superam resgates em R$ 273,6 milhões

As vendas do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 273,6 milhões em julho. De acordo com os dados do Tesouro Nacional, as vendas do programa atingiram R$ 1,1 bilhão no mês passado. Já os resgates totalizaram R$ 915,9 milhões. Do total de resgates, a maior parte – R$ 853,5 milhões – é relativa às recompras de títulos públicos pelo Tesouro e R$ 62,4 milhões aos vencimentos [papéis cujo prazo acabaram, fazendo o Tesouro reembolsar os investidores com juros].

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os vinculados à taxa Selic (juros básicos da economia), cuja participação nas vendas atingiu 47,8%. Os títulos corrigidos pela inflação oficial [medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA] corresponderam a 32,4% do total da vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 19,8%. O estoque total do Tesouro Direto somou R$ R$ 49,6 bilhões no fim de julho, um aumento de 1,6% em relação a junho (R$ 48,8 bilhões) e de 4,9% em relação a julho do ano passado (R$ 47,3 bilhões). Apesar do resgate líquido dos últimos meses, o estoque cresceu por causa do rendimento dos papéis.

Em relação ao número de investidores, 107,6 mil novos participantes cadastraram-se no programa em julho. O número total de investidores cadastrados atingiu 2,3 milhões. Nos últimos 12 meses, o total de investidores acumula alta de 55,7%. O número de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 636,1 mil, aumento de 22,2% nos últimos doze meses.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil. Foram realizadas, no mês de julho, 215,2 mil operações de venda de títulos a investidores, sendo que 84,5% correspondem a essa faixa de investimento. O valor médio por operação foi de R$ 5.525,82. Os investidores continuam preferindo papéis de prazo mais curto. Os títulos de um a cinco anos concentraram 53,6% das vendas. Os papéis de cinco a dez anos corresponderam a 29,1%, e os papéis de mais de dez anos de prazo representaram apenas 17,3% das vendas.


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