Exercite a sua resiliência

Tenha em mente que uma das alternativas para o desemprego pode ser o caminho do empreendedorismo

Por Bernt Entschev

Tenha em mente que uma das alternativas para o desemprego pode ser o caminho do empreendedorismo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem apresentado, mês a mês, a triste e dura realidade do desemprego, cujo índice teima em não recuar. Ao aproximar uma lupa, os números são realmente alarmantes. Nada menos que 27 milhões de pessoas vivem sem carteira assinada, sendo que pouco mais de 13 milhões seguem procurando um lugar ao sol. Ainda no cenário apresentado pelo IBGE, os subutilizados (profissionais que gostariam de trabalhar mais horas, mas não conseguem) somam 9 milhões. Outros quase 5 milhões são chamados de “desalentados”, ou seja, os brasileiros que desistiram de apresentar seus currículos para retornarem ao mercado de trabalho. 

Oferecendo consultoria de carreiras por muitos anos, eu não poderia me furtar de sugerir algumas dicas para todos os nossos conterrâneos – algo que passo a fazer neste espaço. Concentre-se e mantenha o foco em exercer uma atividade e não se limite ao emprego ou cargo anterior propriamente dito. Descubra outras habilidades e talentos que você tenha. Pode ter a certeza de que você os possui. 

Outro ponto importante é buscar atualização constante. Não há necessidade de investir em cursos muitos caros, afinal, seu orçamento não permitirá tamanha providência. Procure instituições de ensino que ofereçam aulas gratuitas. Lembre-se de que existem muitas habilitações sem custo na internet, porém fique atento ao grau de qualidade do curso. Habitue-se a ter uma rotina. E sempre organize seu tempo de maneira que consiga estudar. 

Tenha em mente que uma das alternativas pode ser o caminho do empreendedorismo. Não se trata de fazer investimentos exorbitantes. Analise a possibilidade de aportar recursos em um negócio próprio. Se não há espaço físico, trabalhe em casa, no seu condomínio ou em algum lugar da sua comunidade. Pense em ofertar um produto ou serviço que a sociedade esteja precisando.  E fique de olho no ramo de tecnologia, um segmento que tem passado praticamente ileso por todas as crises econômicas recentes. Aliás, esse deve ser o principal funil da próxima década. Quem não acompanhar a evolução tecnológica pode estar fadado ao desemprego por um longo tempo. Em resumo: mesmo com a tamanha tempestade pela qual o Brasil está passando, não deixe de acompanhar as tendências no ramo de TI. 

Para quem está fora do “olho do furacão”, como eu, pode até parecer fácil opinar sobre esse pesado assunto. Porém, posso afirmar que as diretrizes que descrevi são muito simples e farão com que aqueles que estão desempregados atravessem esse momento difícil da carreira. Sou testemunha de inúmeros casos muito parecidos em que os profissionais saíram mais fortalecidos depois de enfrentarem momentos tão delicados. Nunca se esqueça: depois de uma feroz tempestade, a bonança aguarda aqueles que souberam nutrir a virtude da resiliência.


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