Economia do Sul recua 1,5% no trimestre encerrado em maio

Resultado refletiu o impacto da greve dos caminhos

Da Redação

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Segundo o Banco Central, o resultado negativo da economia do Sul refletiu o impacto da paralisação no setor de transporte de cargas

O nível de atividade econômica no Sul recuou 1,5% no trimestre encerrado em maio, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira (17) em Curitiba.  Segundo o BC, o resultado refletiu o impacto da paralisação no setor de transporte de cargas (o índice variou -2,6% em maio, após crescimento de 1,7% em abril). O movimento na margem interrompe tendência de recuperação da economia regional delineada, sobretudo, no setor industrial”, explica o BC em seu Boletim Regional, que apresenta  dados e indicadores econômicos de cada região do país.

No âmbito da demanda, as vendas do comércio registraram acréscimo de 1,4% no trimestre até maio, com destaque para as vendas de veículos. Dados mais recentes da Fenabrave para o licenciamento de automóveis e comerciais leves, indicador de comercialização de veículos novos, confirmam essa trajetória, evidenciando recuperação do segmento no ano, com aumento de 16% nas vendas regionais no primeiro semestre, em relação a igual intervalo de 2017.

No segmento industrial, a atividade recuou 3,4% no trimestre finalizado em maio, anulando a expansão assinalada no trimestre anterior. As principais contribuições para o desempenho negativo do indicador ocorreram em produtos alimentícios e outros produtos químicos, cujas retrações foram mitigadas pela alta na produção de derivados de petróleo e biocombustíveis observada no Paraná. A atividade industrial foi prejudicada pela parada dos transportadores de cargas em maio, com interrupção do fluxo de insumos e mercadorias e acúmulo de estoques indesejados, sobretudo no Sul.  

O comércio externo da região apresentou superávit de US$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2018, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior, ante US$ 5,8 bilhões no mesmo período de 2017. As exportações totais aumentaram 9,8%, destacando-se os embarques de soja, celulose e fumo. Nesse período, as importações, repercutindo o nível de atividade relativamente mais alto, cresceram 16,1%, com ênfase nas aquisições de bens de capital e bens de consumo duráveis, em especial de automóveis.


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