Prejuízo da BRF no semestre foi de R$ 1,5 bilhão

Embargos internacionais pesaram no resultado

Da Redação

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Prejuízo da BRF no primeiro semestre de 2018 foi de R$ 1,5 bilhão

A BRF obteve receita líquida de R$ 8,1 bilhões no primeiro semestre - valor 1,9% maior do que igual período do ano passado. A última linha do balanço da companhia catarinense continua no vermelho. Desta vez, o prejuízo acumulado foi de R$ 1,5 bilhão (entre janeiro e junho de 2017, esse valor era de R$ 166 milhões). Além do desempenho operacional pressionado pelo aumento do preço dos grãos e por um mix de menor valor agregado, outros fatores influenciaram o resultado negativo, como despesas não recorrentes de R$ 672 milhões, atreladas à Operação Trapaça, greve dos caminhoneiros, impactos da dívida e do plano de reestruturação operacional e financeira. 

De acordo com a empresa, o segundo trimestre foi marcado pelas restrições impostas pelo mercado europeu; pela greve dos caminhoneiros; pelas medidas antidumping impostas preliminarmente pela China; pelo banimento da insensibilização elétrica na fase de abate do frango halal e pelo aumento no preço dos grãos. “Como consequência destes eventos adversos, a indústria realizou um forte ajuste de alojamento de frangos que, por sua vez, deverá ser positivo para rentabilidade dos produtores em períodos seguintes”, avisa a BRF em suas demonstrações financeiras. 

“Foi um trimestre que se deu num ambiente bastante desafiador para a companhia. Como é sabido, não apenas para a BRF, mas para os diversos setores da economia nacional, principalmente em função da greve dos caminhoneiros. O ambiente desafiador também tem sido resultado de medidas de natureza protecionistas. Elas iniciaram ainda no ano passado com banimento de importações de proteínas das indústrias brasileiras”, avalia Pedro Parente, CEO global da BRF. 

A receita líquida da companhia totalizou R$ 8,2 bilhões no segundo trimestre, um aumento de 1,9%. Esse crescimento reflete os maiores volumes comercializados, principalmente no Brasil e no mercado Halal, porém com uma queda de 2% no preço médio durante o período. O melhor desempenho comercial no Brasil, decorrente do crescimento no volume de 8,6% e a contínua recuperação de preços em dólar no mercado Halal compensaram a pior performance do mercado Internacional, dadas as restrições do mercado europeu à BRF, o mercado russo ainda fechado para a indústria brasileira e as tarifas antidumping aplicadas temporariamente pela China.


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