Sul é a região mais expressiva em cooperativismo de crédito, avalia BC

Paraná e Rio Grande do Sul obtiveram destaque em operações com pessoas físicas. Santa Catarina lidera em capital de giro

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Sul é a região mais expressiva em cooperativismo de crédito, avalia BC

O Banco Central divulgou o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, que mostra crescimento do setor.  Os dados revelam que a participação das cooperativas de crédito aumentou em todos os principais agregados do Sistema Financeiro Nacional. A carteira de crédito apresentou crescimento de 15% em 2017, superando o crescimento observado em 2016, da ordem de 10%, e manteve-se como o principal componente do ativo do segmento. O número de cooperados cresceu 8%, alcançando a marca de 9,6 milhões, com destaque para a forte alta de 19%, em pessoas jurídicas. No final do ano passado, havia quatro confederações, 35 centrais cooperativas, 967 cooperativas singulares e dois bancos cooperativos em atividade no país. 

A região Sul permaneceu como a mais expressiva no segmento em todos os quesitos, com participação de cerca de 50% dos principais agregados de cooperativas de crédito no país. Na carteira de crédito das singulares sediadas no Sul predominaram as operações com pessoas físicas (63%), principalmente os financiamentos rurais e agroindustriais, com destaque para os estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Já a segunda modalidade mais importante, pertencente à carteira de pessoa jurídica, foi a de capital de giro, com maior volume no estado de Santa Catarina.

Tanto as provisões quanto o índice de inadimplência observados no Sul acompanharam a evolução do segmento, o que é esperado, uma vez que a carteira da região corresponde a cerca de 48% do total do país. “O Sul nos últimos anos a característica de possuir maior volume de captação via depósitos do que a demanda de seus associados por crédito, com excesso de cerca de R$ 8,9 bilhões. Nos últimos anos a taxa anual de crescimento dos depósitos foi significativamente superior ao da carteira de crédito, havendo convergência em dezembro de 2017 para um percentual em torno de 16%, o que sugere retorno ao equilíbrio entre essas variáveis com o aumento da taxa de crescimento da demanda por crédito e, com a redução da Selic, menores ganhos com títulos de valores imobiliários”, avalia o estudo do Banco Central (clique aqui para ler o documento na íntegra). 

O cooperativismo de crédito será um dos temas da próxima edição impressa de AMANHÃ. A Força do Sul – Agronegócio abrirá um leque de estatísticas que evidenciam a representatividade do agrobusiness para a parte mais meridional do Brasil. A publicação ainda descortinará os trunfos e vulnerabilidades que fazem parte da paisagem do agro no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. 


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