Supermercados crescem 2% no semestre

Greve dos caminhoneiros influenciou resultado negativo em junho

Por Agência Brasil

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Supermercados crescem 2% no semestre, mesmo com queda em junho, revela Abras

O setor de supermercados registrou crescimento de 2% no primeiro semestre de 2018 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No mês junho, o setor teve queda de 0,7% ante o mês anterior. Na comparação com junho de 2017 o resultado foi 3,3% maior. Em valores nominais, as vendas cresceram 5,3% no primeiro semestre. Em junho, apresentaram alta de 0,5% em relação ao mês de maio e, quando comparadas a junho do ano anterior, registraram crescimento de 7,8%, segundo os dados divulgados nesta terça-feira (31).

Para o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, a paralisação dos caminhoneiros foi o que impactou no resultado de junho. “Já esperávamos uma queda nas vendas em relação ao mês anterior. Algumas pessoas estocaram produtos no final de maio com a preocupação de que a paralisação se estendesse por mais tempo. O setor também sofreu com o desabastecimento de alguns itens, e isso também refletiu no resultado negativo de junho”, explicou Milan. Ele ressaltou ainda que apesar de o setor ter crescido no primeiro semestre, a entidade preferiu fazer uma revisão das projeções para 2018, por conta da situação econômica do país. “A nossa projeção inicial era de 3%. Mas com a queda na previsão do PIB para o ano e alta da inflação dos últimos 12 meses (4,3%), próxima da meta do governo, reflexo da paralisação dos caminhoneiros, aliados à alta do dólar e a queda na produção industrial, estamos projetando 2,5% para o encerramento de 2018, um resultado ainda bem positivo, na comparação com o fechamento das vendas de 2017, que registrou 1,2%”, revelou. 

O preço da cesta de produtos Abrasmercado, com 35 produtos de grande uso pelo consumidor apresentou alta de 2,7% junho com relação a maio ao passar de R$ 445,25 para R$ 457,27. As principais altas registradas foram nos itens leite longa vida (+20,8%), batata (+8,3%) e frango congelado (+8,1%). No sentido contrário, aparecem a cebola (-11,5%), creme dental (-2,6%) e farinha de mandioca (-2,5%). A única região que registrou queda nos preços da cesta foi a Norte (-1,5%).  A maior variação apareceu no Sudeste (+6,7%). No Centro-Oeste, o aumento foi de 3,65, Sul (+3%) e na região Nordeste (+2,4%).


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