Klabin deve investir R$ 7,5 bi em nova fábrica no Paraná

Aporte será feito em linha de celulose marrom

Da Redação

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Greve dos caminhoneiros afeta vendas da Klabin no trimestre

A Klabin deve investir cerca de US$ 2 bilhões na construção de uma fábrica integrada de celulose e papel no Paraná. O anúncio foi feito pela companhia na terça-feira (31) durante a teleconferência do resultado trimestral. O aporte será submetido à aprovação do conselho de administração no quarto trimestre.  A engenharia básica já foi aprovada, mas não há valor definitivo do investimento, uma vez que os estudos ainda não foram aprovados. Ao câmbio de hoje, o desembolso chegaria perto de R$ 7,5 bilhões, abaixo dos R$ 8,5 bilhões investidos na unidade Puma, em Ortigueira (PR).

Cristiano Teixeira, diretor-geral da empresa, declarou em teleconferência na terça-feira (31) que estudos apontaram que ampliar a capacidade de produção em kraftliner é a melhor das alternativas. "Com isso, surge a necessidade da celulose marrom, praticamente um novo Puma, ao lado do Puma atual. O objetivo é ter uma linha adicional desse produto que gere 1 milhão de toneladas por ano, integradas com duas máquinas de papel", explicou. A celulose marrom é usada para a produção de papéis de embalagem, papelão ondulado e papelcartão.

Resultados
Ao anunciar os resultados do trimestre, a Klabin afirmou que a aproximação das eleições presidenciais, a greve dos caminhoneiros e o aumento das taxas de juros nos mercados globais potencializaram as incertezas em relação ao Brasil no período, com aumento da volatilidade em especial no câmbio. “Desse modo, os mercados produtores de alimentos e outros bens de consumo não duráveis foram afetados em especial pela greve dos caminhoneiros. Como reflexo deste fenômeno, o volume de expedição de caixas de papelão manteve-se inalterado no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO)”, explica a companhia em suas demonstrações financeiras. 

O volume de vendas no período foi negativamente influenciado por fatores não recorrentes, em especial a greve dos caminhoneiros e o prolongamento da parada de manutenção da Unidade Puma, e que acabaram afetando o nível de produção da fábrica em aproximadamente 70 mil toneladas. A Klabin destaca que em junho, mês de estabilização das operações, a produção total foi de 139 mil toneladas, recorde mensal desde o início da Unidade Puma e que indica um ótimo desempenho em condições de normalidade. 

“Por outro lado, no acumulado do ano o crescimento é de 1,8%, e as expectativas continuam positivas, com estimativa para 2018 de crescimento de 2,4% em relação ao volume verificado em 2017. No exterior, preocupações trazidas por notícias de aumento de tarifas comerciais e das taxas de juros nos Estados Unidos não se refletiram nos preços de papéis para embalagem e celulose globalmente. Estes mercados continuam mostrando sinais positivos pela contínua demanda vinda principalmente da China aliada a restrições de uso de materiais recicláveis por questões ambientais”, contextualiza a Klabin. Mesmo em condições de grande instabilidade, a utilização dessa estratégia alavancou o crescimento de 13% na receita líquida em relação ao segundo trimestre de 2017 (R$ 2,2 bilhões). Porém, a fabricante de celulose e papéis teve prejuízo de R$ 955 milhões no segundo trimestre, valor 153% maior que a perda de R$ 378 milhões em igual período do ano anterior. Com o resultado, a empresa reverte o lucro de R$ 125 milhões no primeiro trimestre deste ano.


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