Contas externas têm superávit de US$ 435 milhões em junho

Valor foi bem menor que o mesmo mês do ano passado

Por Agência Brasil

redacao@amanha.com.br

Contas externas têm superávit de US$ 435 mi em junho

As contas externas brasileiras apresentaram resultado positivo pelo quarto mês consecutivo. Em junho, houve superávit em transações correntes, que são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações. O resultado ficou positivo em US$ 435 milhões, mas foi bem menor que o de junho de 2017: superávit de US$ 1,328 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC).

No primeiro semestre, foi registrado déficit primário de US$ 3,586 bilhões, contra o superávit de US$ 584 milhões em igual período de 2017. Entre os componentes das transações correntes está a balança comercial (exportações e importações de mercadorias), que apresentou superávit de US$ 5,512 bilhões no mês passado e US$ 27,485 bilhões, no primeiro semestre.

A conta renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) ficou negativa em US$ 2,136 bilhões de déficit no mês, e US$ 15,568 bilhões de janeiro a junho. A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 178 milhões no mês e US$ 1,239 bilhão no primeiro semestre. A conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) anotou saldo negativo de US$ 3,119 bilhões em junho, e de US$ 16,742 bilhões nos seis meses do ano.

Os gastos de brasileiros em viagem ao exterior chegaram a US$ 1,487 bilhão em junho, total menor do que de junho de 2017: US$ 1,510 bilhão. No resultado acumulado, mesmo com dólar mais caro, os gastos ainda são maiores neste ano do que em 2017. De janeiro a junho deste ano, os gastos de brasileiros no exterior ficaram em US$ 9,573 bilhões, contra US$ 8,805 bilhões do mesmo período no ano passado. Já as receitas de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 379 milhões em junho, e em US$ 3,240 bilhões nos seis meses de 2018. Em junho, a conta de viagens internacionais, formada pelos gastos de brasileiros e as receitas de estrangeiros, ficou negativa em US$ 1,109 bilhão e acumulou US$ 6,333 bilhões nos seis meses do ano.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o investimento direto no país (IDP), pois recursos são aplicados no setor produtivo. Em junho, esses investimentos chegaram a US$ 6,533 bilhões e nos seis meses do ano ficaram em US$ 29,878 bilhões. Esse resultado do primeiro semestre é mais que suficiente para cobrir o déficit em transações correntes no período.


leia também

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: