Produção de aço cresce 2,9% no primeiro semestre

Estimativa do ano caiu para a metade da prevista

Por Agência Brasil

redacao@amanha.com.br

Produção de aço cresce 2,9% no primeiro semestre, informa Instituto Aço Brasil

A produção da indústria do aço no Brasil cresceu 2,9% no primeiro semestre de 2018 na comparação com igual período do ano passado. Os dados, divulgados pelo Instituto Aço Brasil na capital paulista, mostram que foram produzidas 17,2 milhões de toneladas (Mt). As vendas internas foram de 8,8 Mt, um acréscimo de 9,9% em relação aos seis primeiros meses de 2017.

Para o Instituto Aço Brasil, o resultado confirma a gradual trajetória de recuperação e aponta que o percentual positivo neste primeiro semestre, apesar de perdas resultantes de fatores como a greve dos caminhoneiros em maio, se justifica pela base de comparação com 2017 que é muito baixa. “É preciso relativizar esse crescimento”, apontou Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil.

Já as exportações, que somaram 6,9 Mt, representaram uma queda de 5,7 % do que foi comercializado. O resultado tem relação com as medidas protecionistas adotadas pelo governo estadunidense de Donald Trump, que taxou as importações de aço de diversos países e que, no caso do Brasil, foram definidas cotas para as vendas. Em relações aos valores das vendas, houve um crescimento de 16%. “Com o fechamento do mercado norte-americano, a consequência imediata seria a elevação dos preços”, explicou Lopes.

As expectativas de crescimento no setor para 2018, no entanto, foram revistas para baixo, considerando o cenário interno que foi impactado por fatores como a greve dos caminhoneiros e o contexto internacional com o aumento do protecionismo de países como os Estados Unidos. A previsão de crescimento da indústria do aço para este ano era de 8,6%, conforme divulgação do instituto em abril, e agora passou para 4,3%. O maior impacto deve ser nas exportações, cuja previsão passou de um avanço de 10,7% para uma queda de 0,6%. Também foram revistos os percentuais de crescimento das vendas internas, de 6,6% para 5% e de importações, de 10,1% para 5,3%.


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