Brasileiro gasta 14% do salário em cerveja

Mas bem que poderia ser em vinho, não?

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Brasileiro gasta 14% do salário em cerveja

O brasileiro consome, em média, 6 litros de cerveja por mês. Isso corresponde a 14% do salário mínimo caso se consuma em bares – e bares caros – de São Paulo, ou 11% em bares do Rio de Janeiro, segundo dados revelados por um estudo do Deutsche Bank. Caso o segmento vinícola tivesse impostos menores e marketing de maior qualidade, muito provavelmente poderia fazer com que parte desse valor migrasse para seus produtos.  

O levantamento revelou, para 48 cidades do mundo todo, o preço de um beer pint (500 ml) em dólares. Com base nesses dados, a plataforma de descontos Cuponation descobriu para cada uma dessas cidades que possuem piso salarial, quanto do salário mínimo local é comprometido para diferentes faixas de consumo médio. Um tcheco, que consome 12 litros mensais, compromete aproximadamente 7% do seu salário caso ganhe o mínimo. O alemão, cujo consumo mensal é de 9 litros, consome 5% do salário mínimo local. O belga, com 6 litros mensais, dispõe de 4% – aproximadamente três vezes menos que o carioca ou o paulista. Já para os Estados Unidos, o poder de compra do salário mínimo é um pouco pior: para os 7 litros consumidos pelos norte-americanos, investem 7% do mínimo local.

Vale a pena, também, destacar quais cidades tem o beer pint mais caro. Dubai (Emirados Árabes) aparece em primeiro lugar, com US$ 12 (R$ 46), por 500 ml da bebida; Oslo (Noruega) vem em segundo, com US$ 10,30 (R$ 39). Em São Paulo, paga-se quase R$ 14 pela mesma quantidade e R$ 12 no Rio. Esses preços correspondem a cervejas em bares – e não ao popular “litrão” ou mesmo as garrafas de 600 ml. Há, também, o efeito da taxa de câmbio, pois houve depreciação do real com relação ao dólar, moeda na qual o estudo do Deutsche Bank se baseou para fazer os cálculos, durante o período compreendido pelos estudos.  Os dados sobre consumo de cerveja, em sua maioria, datam de 2014. Os tchecos lideram o ranking com 12 litros mensais; alemães e norte-americanos aparecem, respectivamente, em 4º e 17º lugares com 9 litros e 7 litros. O brasileiro figura em 27º com apenas 6 litros. 


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