FGV mostra tendência de queda em investimentos

Incertezas sobre a demanda e limitação de recursos são os principais motivos

Por Agência Brasil

FGV mostra tendência de queda em investimentos

O resultado da Sondagem de Investimentos da Fundação Getulio Vargas (FGV), feita no segundo trimestre deste ano, mostra que 35% da indústria da transformação pretendem investir menos nos próximos 12 meses do que investiram no mesmo período anterior. A pesquisa também mostrou que apenas 18% dessas empresas esperam investir mais.

Segundo a FGV, houve uma piora no resultado em relação ao primeiro trimestre deste ano, pois naquele período, 31% das empresas planejavam investir menos e 27% desejavam ampliar os investimentos. Entre os principais motivos para a queda da previsão de investimentos estão incertezas sobre a demanda e limitação de recursos das empresas. Em relação ao quarto trimestre de 2014 também houve piora, uma vez que 23% das indústrias pretendiam, naquela época, investir menos e 30%, fazer mais investimentos.

A Sondagem também analisou os setores de construção e de comércio e serviços. Nesses dois segmentos, no entanto, a comparação foi feita com o último trimestre de 2014. No segundo trimestre deste ano, 23% das empresas planejavam investir mais e 17%, investir menos. No quarto trimestre de 2014, os percentuais eram, respectivamente, 34% e 10%.

No comércio, os resultados do segundo trimestre deste ano mostram que 27% das empresas preveem maiores investimentos e 15% mostram-se dispostos a reduzi-los nos próximos 12 meses. No último trimestre de 2014, as empresas indicaram 44% e 10%, respectivamente. Já na construção, 15% pretendiam investir mais e 31%, investir menos, segundo a Sondagem do segundo trimestre deste ano. No último trimestre de 2014, 20% projetavam aumento nos investimentos e 22 diminuir os investimentos.

A Sondagem refere-se também aos investimentos já feitos pelas empresas nos 12 meses anteriores. Os setores apresentaram os seguintes resultados: indústria da transformação (24% das empresas afirmaram ter investido mais nos 12 meses anteriores e 35% terem investido menos), serviços (27% mais e 20% menos), comércio (29% mais e 11% menos) e construção (14% mais e 39% menos).


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