Saldo da balança do Sul tem queda de 7,8% no semestre

Diferença entre exportações e importações chega a R$ 5,3 bi

Da Redação

redacao@amanha.com.br

Saldo da balança comercial do Sul tem queda de 7,8% no semestre

A balança comercial da região Sul mostrou saldo positivo de US$ 5,3 bilhões no primeiro semestre. Entre janeiro e junho, foram exportados US$ 23,6 bilhões – aumento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as importações chegaram a US$ 18,2 bilhões, alta de 16,1% em relação ao acumulado até junho de 2017. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (9) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). No acumulado do ano, a região tem um superávit comercial de US$ 5,3 bilhões, queda de 7,8% frente aos primeiros seis meses do ano passado.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o acumulado até junho com saldo positivo de US$ 5,6 bilhões, enquanto o Paraná teve balanço positivo de US$ 3,1 bilhões. Santa Catarina apresentou saldo negativo em US$ 3,4 bilhões (confira os detalhes no quadro abaixo). Influenciada principalmente pela queda nas vendas de carne, as exportações catarinenses de janeiro a junho caíram 4,2% em relação ao mesmo período em 2017 e somaram US$ 4,01 bilhões. Em comparação com os últimos seis anos, o desempenho do Estado está no patamar de 2016, ainda como reflexo da greve dos caminhoneiros, de acordo com a avaliação feita pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). Segundo a entidade, considerando a participação na pauta de embarques, no acumulado do ano até junho os destaques negativos ficaram para carnes de aves (com recuo de -12%), soja (que caiu -21,2%) e carne suína (com retração de -19,7%). 

Na avaliação do economista da Fiesc, Henrique Reichert, as importações são reflexo de dois fatores. Um deles é o nível de atividade econômica, tanto por representar a compra direta de produtos externos, como também por se constituir em aquisições de máquinas e insumos para a produção nacional. Outro é a taxa de câmbio, pois quanto maior o valor do dólar frente ao real, menos incentivo para aquisição de produtos internacionais. Estes dois pontos explicam o porquê das importações brasileiras e catarinenses mostrarem taxas de crescimento tão elevadas no atual cenário, pois, desde 2015 o Brasil convive com uma baixa atividade econômica (em função da crise interna) e um dólar relativamente elevado, que superou a faixa de R$ 4. Já no período mais recente, principalmente a partir do segundo semestre de 2017, a atividade econômica brasileira e catarinense voltou a aquecer e o dólar se manteve estagnado (até maio deste ano) em valores próximos a R$ 3,20. Com isso, as importações voltaram a crescer, mas há de se notar que as compras externas ainda estão em níveis inferiores a dos anos anteriores. “Em junho de 2011, por exemplo, as importações nacionais somaram US$ 19,3 bilhões, enquanto que neste ano elas não passam de US$ 14,4 bilhões. Este cenário é o mesmo de Santa Catarina, que tem crescimento pouco maior que a média nacional em função da posição estratégica portuária”, pontua Reichert.

Os cinco principais destinos das exportações do Sul no mês foram China (27,5%), Holanda (8,8%), Argentina (8,7%), Estados Unidos (7,5%) e Paraguai (2,3%). Os principais produtos da pauta exportadora da região em junho foram soja (inclusive triturada), pedaços e congelados de frango e barcos.

Balança Comercial do Sul – Janeiro-Junho de 2018  

 Exportação

 Importação

Saldo

US$ FOB (A)

Var (%)

US$ FOB (B)

Var (%)

US$ FOB (A) - (B)

RS

10.675.103.286

28,6

5.049.468.196

14,9

5.625.635.090

PR

8.938.413.718

(1,3)

5.769.058.997

3,8

3.169.354.721

SC

4.001.417.485

(4,1)

7.463.986.432

28,8

(3.462.568.947)

Total Sul

23.614.934.489

9,7

18.282.513.625

16,1

5.332.420.864

Fonte: MDIC


leia também

Balança comercial bate novo recorde em outubro - No ano, o saldo acumula superávit de US$ 58,5 bilhões

Balança comercial encerra 2017 com melhor saldo positivo da história - No ano passado, o Brasil exportou US$ 67 bilhões a mais do que importou. MDIC projeta saldo de US$ 50 bilhões em 2018

Balança comercial fecha janeiro com o maior saldo para o mês em 12 anos - O reaquecimento da economia também fez a importação continuar a subir no período

Balança comercial tem superávit mais baixo para agosto em três anos - O recuo do saldo deve-se ao maior crescimento das importações em relação às exportações, revela MDIC

Balança fecha fevereiro com maior superávit para o mês em 30 anos - O reaquecimento da economia também fez as importações continuarem a subir no mês

Balança tem superávit recorde em setembro - Desempenho se deve ao avanço dos preços das commodities

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: