Regina Vanderlinde é eleita presidente da OIV

Ela é doutora em Enologia pela Universidade de Bordeaux

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Regina Vanderlinde é eleita presidente da OIV

Regina Vanderlinde (foto) foi eleita para a presidência da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), com sede em Paris. Ela sucederá a atual presidente Monika Christmann e o mandato será de três anos. Ela teve sua candidatura proposta pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, como representante oficial do país e também foi apoiada também pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). 

A enóloga é professora na Universidade de Caxias do Sul (UCS), formada em Farmácia Bioquímica – Tecnologia de Alimentos, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutora em Enologia pela Universidade de Bordeaux. Regina atua como delegada do Brasil na OIV, desde 2001, tendo participado de Comissões e Grupos de Trabalho, no Comitê Executivo e na Assembleia Geral da entidade. Em 2012, assumiu o posto de secretária científica da Subcomissão de Métodos de Análises da organização, sendo a primeira representante do Brasil a ocupar cargo na organização.

Entre as propostas para a OIV, Regina defende a construção de um modelo de comércio internacional baseado na legalidade e na transparência. Segundo a especialista, o objetivo é obter a adesão de novos membros para a entidade a fim de que cresça mais. “Vou trabalhar para inspirar a confiança do consumidor, valorizar o vinho e aumentar o retorno econômico de quem vive da atividade”, promete. Entre seus objetivos, está ainda atuar junto ao Codex Alimentarius no caso de limites dos aditivos e coadjuvantes de tecnologia de fabricação, para o desenvolvimento de novos padrões internacionais, a fim de melhorar as condições de desenvolvimento e comercialização de produtos vitivinícolas. 

A OIV, organização científica e técnica intergovernamental, foi fundada em 1924, com competência no campo da vinha, vinho, bebidas à base de vinho, uvas de mesa, passas e outros produtos de videira, atua em todos os domínios referentes à uva e ao vinho no mundo, tendo 46 países membros (entre os quais o Brasil, desde 1996) e 12 organismos internacionais como observadores.

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