Lei do polo carboquímico do RS é regulamentada

Usina de gaseificação tem estimativa de investimento de US$ 4,4 bilhões

Da Redação

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Lei que cria o polo carboquímico do RS é regulamentada pelo governador José Ivo Sartori

O governador José Ivo Sartori regulamentou através de decreto a lei 15.047/2017. A norma cria a Política Estadual do Carvão Mineral e institui o Polo Carboquímico do Rio Grande do Sul. O decreto também instituiu o Comitê Gestor do Polo, composto por secretarias estaduais e entidades. Com isso, o governo dá mais um passo para fomentar o desenvolvimento socioeconômico do Estado. Foi assinado ainda um protocolo de intenções com a empresa Copelmi Mineração para instalação de um complexo carboquímico na região do Baixo Jacuí. 

Para Sartori, a ocasião serve para fortalecer a ideia de que o papel do Estado não é minerar carvão, mas contar com parceiros que tenham a expertise necessária para o desenvolvimento do setor. “Nosso estado possui uma riqueza energética muito grande. Temos 89% das reservas brasileiras, o que, em termos de energia, é três vezes mais do que o país possui em petróleo. Precisamos, mais do que nunca, transformar essas reservas em empregos e receita para o Estado”, afirmou.

Uma das oportunidades que se abre é a implantação de uma usina de gaseificação do carvão, com estimativa de investimento de US$ 4,4 bilhões (aproximadamente R$ 17bilhões). O projeto é dividido em quatro fases, constituindo-se de um complexo integrado para produção também de ureia, amônia e metanol. Na primeira fase, serão investidos US$ 1,4 bilhão na construção de uma usina para a produção de 2,1 milhões de metros cúbicos diários de gás natural sintético (GNS).  Considerando o potencial do complexo, que também inclui a produção de insumos para a indústria de fertilizantes, biocombustíveis e química em geral, o Polo Carboquímico pode gerar, em estimativa preliminar do impacto acumulado entre 2019 a 2042 no RS, R$ 23 bilhões no PIB, R$ 3 bilhões em ICMS e 7,5 mil empregos diretos.

Segundo a secretária de Minas e Energia, Susana Kakuta, a regulamentação da lei é mais um passo para fomentar o desenvolvimento da cadeia carboquímica no Estado. “Esse é um projeto importante para as regiões da Campanha e do Baixo Jacuí. Trata-se de reposicionar o carvão não mais como fonte termoelétrica, mas também para a produção de gás natural de síntese. O que se faz mundialmente, através do uso de tecnologia de ponta. Países como Japão e Alemanha já produzem gás natural a partir dessa fonte", avaliou. 


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