O empreendimento que tem um rio como sócio

Pontal reúne negócios e um parque público à beira do Guaíba

Da Redação

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Melnick Even e BMPar anunciam Pontal, complexo multiuso que terá aporte de mais de R$ 300 milhões

A Melnick Even e a BMPar Empreendimentos anunciaram nesta terça-feira (12) um empreendimento que privilegia os espaços públicos de convivência voltados para os moradores de Porto Alegre. Um dos maiores projetos no segmento multiuso a ser executado no Brasil, o Pontal do Estaleiro (ilustração do projeto na imagem acima) terá aporte financeiro de mais de R$ 300 milhões em uma área construída de 114 mil metros quadrados.  As obras devem começar dentro de seis meses e previsão da entrega é até o final de 2021. O empreendimento reunirá uma série de serviços para a população, mas diferente de tantos outros, o local terá um atrativo natural: o rio Guaiba, um dos cartões-postais da capital gaúcha. 

O complexo multiuso reunirá o Parque Pontal Shopping, com 163 lojas incluindo uma megastore da Leroy Merlin, restaurantes, praça de alimentação e cinema de última geração. A Torre Pontal, com mais de 20 andares, terá consultórios, salas comerciais, além de um hotel. O Valor Geral de Vendas [ou VGV, estimativa calculada pela soma do valor potencial de venda de todas as unidades de um prédio residencial, por exemplo] do complexo não foi informado, mas a estimativa da torre comercial é de R$ 160 milhões. 

O Pontal Hotel contará com o Espaço Pontal, um moderno centro de eventos para 800 pessoas, com vista panorâmica para o rio Guaíba. O Pontal contará com o segundo centro médico do HUB da Saúde em Porto Alegre conectado ao Hospital Moinhos de Vento. Ainda não há definição de qual bandeira irá administrar o futuro empreendimento hoteleiro.

O complexo multiuso inclui ainda um parque público. No terreno do antigo Estaleiro Só (que tem uma área de 59 mil metros quadrados), está prevista uma área verde de 29 mil metros quadrados, com 700 metros de orla do Guaíba urbanizada. O objetivo é oferecer para os moradores da capital gaúcha arquibancadas, mirantes, pistas de caminhadas e playground, por exemplo.

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Fernando Guerra

Importante exercitarmos nossa cultura arquitetônica, então segue: edifícios de vidro à beira do rio são completamente errados em termos bioclimáticos, consomem excesso de ar-condicionado/energia e são desagradáveis aos usuários.

Tiago Silva

Me permita discordar, meu caro Fernando Guerra. Tendo em vista a tecnologia de alta performance em pele de vidro de última geração disponível no empreendimento, isso não será um problema para o usuário. Esta mesma tecnologia possui a função de filtrar/temperar os raios solares nas dependências do empreendimento, o que resulta em um consumo moderado de energia de ar-condicionados, assim não interferindo negativamente na arquitetura bioclimática do empreendimento. No fim das contas, o produto é um ganho patrimonial para todo porto-alegrense, na minha opinião. Mas respeito e considero seu ponto de vista correto em relação à arquitetura bioclimática, meu caro!

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