Número de inadimplentes passou de 63 milhões em maio

SPC revela crescimento das dívidas bancárias

Por Agência Brasil

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Número de inadimplentes passou de 63 milhões em maio, informa pesquisa do SPC

O número de consumidores inadimplentes atingiu 63,2 milhões em maio, com crescimento de 2, 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indicam a região Sudeste com o maior aumento no número de consumidores com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) restrito para compras a prazo ou contração de crédito, com uma alta registrada de 8,1% em maio. 

Nas demais regiões, o crescimento foi menor, com 2,9% no Nordeste, 2,2% no Centro-Oeste, 1,5% no Norte e 1,1% no Sul. O Norte apresentou o maior percentual de inadimplentes: 48% da população adulta residente na região ou 5,8 milhões de devedores. Em seguida, aparecem o Nordeste, com 17,4 milhões de negativados, ou 43% da população adulta; o Centro-Oeste, com um total de 4,9 milhões de inadimplentes (42% da população), o Sudeste, com 26,9 milhões inadimplentes (41%) e o Sul, com 8,1 milhões de inadimplentes (36%). O presidente da CNDL, José Cesar da Costa, avalia que a inadimplência continua alta, apesar de a recessão ter chegado ao fim. “Por mais que o país tenha superado a recessão, o mercado de trabalho continua desaquecido, os juros cobrados do consumidor ainda não caíram no mesmo ritmo da Selic e a perda de renda real dos últimos anos ainda não foi recuperada”, destaca. 

O indicador revela que a maior parte dos inadimplentes tem idade entre 30 e 39 anos (17,9 milhões de consumidores). Na sequência, estão os consumidores de 40 a 49 anos, que somam 14 milhões de inadimplentes; as pessoas de 25 a 29 anos, que juntas formam 7,9 milhões de negativados e, as idades mais avançada (faixa dos 65 a 84 anos de idade), que somam 5,4 milhões de pessoas com contas em atraso. A população mais jovem, que vai de 18 aos 24 anos, formam um contingente de 4,8 milhões de negativados, o que representa 20% dos brasileiros nessa faixa.

Os dados por setor credor indicam um crescimento das dívidas bancárias, que incluem cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros, cuja alta foi de 6,4%. Também houve alta nas contas atrasadas com empresas do setor de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (5,1%). 


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