ANP: política de preços continuará sendo livre

Afirmação foi feita por Décio Oddone, diretor-geral da agência

Por Agência Brasil

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ANP afirma que política de preços continuará sendo livre no Brasil

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, afirmou nesta quinta-feira (7) que não haverá intervenção da agência na política de preços de derivados de petróleo da Petrobras ou de outras empresas. Décio discursou na abertura da 4ª Rodada de Partilha do Pré-sal, que leiloará os direitos de exploração e produção em quatro áreas das bacias de Santos e Campos. "Não há intervenção e não haverá. Ninguém pensa em intervir em nada. A formação de preços no Brasil é e continuará sendo livre. A ANP não interfere e jamais vai interferir na indústria", enfatizou Décio, dizendo que a Petrobras e todos os outros atores do mercado terão liberdade na formação de preços.

A ANP vendeu três dos quatro blocos ofertados nesta 4ª Rodada de Partilha e arrecadou R$ 3,15 bilhões em bônus, garantindo investimento mínimo de R$ 738 milhões ao país. A previsão era arrecadar R$ 3,2 bilhões com bônus de assinatura. Das quatro áreas ofertadas, apenas o bloco de Itaimbezinho, no pré-sal da Bacia de Campos, não recebeu oferta. Já o bloco mais cobiçado e o primeiro a ser licitado, o de Uraipuru, foi arrematado pelo consórcio formado pela portuguesa Petrogal, a norueguesa Statoil e a ExxonMobil que ofereceram 75,49% de óleo-lucro à União – oferta bem superior ao mínimo de 22,18%, com ágio de 240,3%.

A Petrobras exerceu o direito de preferência e vai integrar o consórcio vencedor. O investimento previsto é de R$ 246 milhões. Também foram arrematados no leilão de hoje os blocos Dois Irmãos, no pré-sal de campos e Três Marias, na Bacia de Santos.  O Bloco Três Marias recebeu duas ofertas: uma do consórcio formado pela Petrobras, Total E&P e BP Energy e a outro do consórcio entre a Chevron e a Shell. O vencedor foi o consórcio Chevron e Shell, que ofereceu 49,95% do óleo excedente.


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