Deputados rejeitam plebiscito para venda de estatais

Decisão dificulta adesão do RS ao regime de recuperação fiscal

Da Redação

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ALRS rejeita plebiscito para venda de estatais

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) rejeitou na terça-feira (5) o projeto de lei que estendia o prazo para convocar um plebiscito de 150 dias para 90 dias antes da eleição. Foram 29 votos contrários e 23 favoráveis. Desse modo, não será possível ouvir a população gaúcha sobre a privatização da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), da Companhia de Gás do Rio Grande do Sul (Sulgás) e da Companhia Riograndense de Mineração (CRM). Antes de propor a consulta, o governador José Ivo Sartori tentou, sem sucesso, retirar da Constituição a exigência de plebiscito.

"A derrota imposta ao Governo Sartori e ao seu projeto para o Rio Grande do Sul, com a rejeição das mudanças nas regras para realização de plebiscitos, representou um reinício para o nosso Estado”, avaliou o deputado estadual Tarcísio Lula Zimmermann (PT). Na tribuna, o parlamentar disse que, a partir dessa derrota, será possível discutir com profundidade alternativas verdadeiras para a superação das dificuldades do Estad. "Não teremos mais esse discurso monocórdio das privatizações e da crise, sempre apresentado como alternativa”, afirmou. 

O pré-candidato do PSDB ao Piratini, Eduardo Leite, é contra a realização da votação sobre a privatização. "Sou a favor da privatização, mas contra o plebiscito em ambiente tumultuado pelo processo eleitoral", declarou. Para ele, há muitos pontos que devem ser esclarecidos. "Os recursos alavancarão um novo projeto de desenvolvimento do Estado ou pagarão as contas do mês?", questiona. Leite também acha que, caso os eleitores rejeitem as privatizações das estatais, o próximo governador ficará politicamente impedido de retomar o tema. 

A impossibilidade de realizar o plebiscito prejudica as negociações do governo gaúcho para ingressar no programa de recuperação fiscal – uma das exigências da União para o Estado receber ajuda federal, como a isenção do pagamento da dívida por três anos. O governo gaúcho estuda, inclusive, recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).


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Anderson Luiz Carvalho

Estatais são a teta destes políticos malditos. Tudo igual. Lamentável.

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