SC: paralisação afeta 70% das indústrias

Fiesc estima prejuízos de 20% da receita mensal em algumas empresas

Da Redação

redacao@amanha.com.br

Paralisação afeta intensamente 70% das indústrias catarinenses, anuncia Fiesc

A paralisação dos caminhoneiros afeta intensamente 70% das indústrias do Estado que responderam à pesquisa realizada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) divulgada nesta terça-feira (29). Conforme o levantamento, realizado com 905 empresas, quase metade das companhias que participaram estimam prejuízos de pelo menos 20% do faturamento mensal. 

Entre as grandes indústrias, 86% estão muito ou totalmente afetadas, sendo que 30% das empresas desse porte estão totalmente paralisadas. “Essa paralisação tem dois efeitos: um é imediato, que são as perdas. O Brasil deixou de exportar US$ 1 bilhão. Só a agroindústria no país deixou de exportar US$ 350 milhões, além de todas as consequências como o rompimento de contratos e a aplicação de penalidades ao exportador que atrasou a entrega. Um dos efeitos de longo prazo, e talvez o mais perverso, é a quebra da confiança porque o mundo está muito competitivo”, avalia Glauco José Côrte, presidente da Fiesc. “É uma situação difícil que atinge duramente a indústria e a economia catarinense”, reitera. 

O levantamento revelou ainda que 31% das empresas preveem somente férias coletivas, enquanto que 13% consideram a possibilidade de desligamentos de funcionários. Entre as empresas que responderam, 89% estimam a retomada das atividades num prazo de até 20 dias. No entanto, 6,5% consideram o prazo de 21 até 30 dias e 4,5% avaliam que levarão mais de um mês para normalizar a produção. 

Em relação aos segmentos industriais, consideram-se muito afetadas ou paralisadas as indústrias do setor agroalimentar (83%), bens de capital (82%), têxtil e confecção, celulose e papel (78%), produtos químicos e plásticos e automotivo (80%) e cerâmico (60%).


leia também

Agroindústrias do PR e de SC retomam atividades - BRF já tem plantas funcionando. Armazenadoras de grãos do PR também

ANP: política de preços continuará sendo livre - Afirmação foi feita por Décio Oddone, diretor-geral da agência

Cade propõe medidas para reduzir preço do combustível - Sugestões envolvem questões regulatórias e tributárias

Cade: tabelar frete pode levar à formação de cartel - A fixação dos preços foi uma reivindicação dos caminhoneiros

Celulose Riograndense suspende produção em Guaíba - Perda é estimada em 6 mil toneladas de celulose ao dia

Ciergs entra com ação pedindo fim de bloqueio das estradas - Centro das Indústrias vê danos à economia e à população

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: