Celulose Riograndense suspende produção em Guaíba

Perda é estimada em 6 mil toneladas de celulose ao dia

Da Redação

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Celulose Riograndense suspende produção em Guaíba por causa da greve dos caminhoneiros

A Celulose Riograndense (foto) anunciou que suspenderá a produção nas duas unidades em Guaíba por causa da greve dos caminhoneiros. A planta 1 parou no sábado (26) e a 2 começou a adotar o procedimento para interromper a atividade produtiva nesta terça-feira (29). Como a segunda planta é grande, são necessários 48 horas até cessar totalmente a circulação. A perda é estimada em 6 mil toneladas de celulose ao dia. De acordo com o presidente da empresa, Walter Lídio Nunes, não estão chegando madeira e combustível. Os mil funcionários diretos da companhia não entrarão em férias coletivas porque a parada requer mão de obra. 

“Isso reflete o estado de coisas no Rio Grande do Sul e no Brasil. Achamos justa a movimentação, houve resposta à agenda deles, tudo totalmente compreensível e aceitável. O que não consigo entender é que, uma vez atingidos os objetivos, porque a sociedade continua sendo penalizada por conta de uma agenda política de minorias sectárias, com ideologia que desconstrói o país que precisamos construir. Estão colando bandeiras políticas em movimento que foi justo no seu início” declarou Walter Lídio ao jornal Zero Hora. 

“É totalmente injustificado [a continuação do movimento]. Vivemos em um país em crise. O que querem agora, aumentar a crise? Muitas empresas estão sofrendo perdas, será que isso não tem valor? Está atingindo todo o setor de celulose e papel, todas as fábricas estão paradas ou parando”, afirmou. O executivo também lembrou que a paralisação grevista pode trazer impactos para o Brasil como destino de investimentos estrangeiros. “A imagem do Brasil fica extremamente comprometida, por insegurança jurídica e pela incapacidade de a governança pública gerenciar uma crise. A expectativa, agora, é de que o governo tome providências e restabeleça o direito constitucional de ir e vir. É preciso que o poder público tenha atitudes mais proativas e menos lenientes. O direito constitucional de uma categoria se manifestar está se sobrepondo ao direito de ir e vir das pessoas”, alertou. 


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