Federações do Sul mostram preocupação com greve

Movimento causa prejuízos para indústrias de diversos setores

Da Redação

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Federações do Sul mostram preocupação com greve de caminhoneiros

As federações industriais do Sul s manifestaram preocupação com a manifestação realizada por caminhoneiros em todo o país desde a última segunda-feira (21). A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) entende que as reivindicações da categoria, que exerce papel fundamental para o setor produtivo brasileiro, são justas diante dos custos elevados enfrentados pelos transportadores, especialmente no que se refere ao alto preço dos combustíveis. “Porém, é preciso encontrar soluções para o impasse, uma vez que o movimento começa a causar prejuízos relevantes para indústrias de diversos setores e empresas de outros segmentos da economia, além de gerar desabastecimento em várias cidades, penalizando a população. Neste momento, é fundamental que poder público e manifestantes encontrem meios para uma conciliação”, destaca a federação, em nota. 

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) tem recebido manifestações de empresas do setor relatando problemas com a mobilidade de cargas e pessoas em função do movimento dos caminhoneiros, que protestam contra a política de preços da Petrobras. “Esperamos que governo e caminhoneiros cheguem a uma rápida solução para o impasse, para evitar vultosos prejuízos à indústria e ao país”, pediu Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, preocupado com os relatos de bloqueios de rodovias que rapidamente trazem implicações para indústria, varejo e para toda a sociedade. “Independentemente do mérito das reivindicações, as manifestações não devem prejudicar a mobilidade de pessoas e cargas, o que é especialmente grave no caso de setores como o de alimentos, um dos mais importantes da indústria catarinense”, avaliou Côrte.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiegs), Gilberto Porcello Petry, também expressou sua preocupação. Segundo ele, além de prejudicar a população, as manifestações, que entraram no terceiro dia nesta quarta-feira (23), já trazem consequências para a indústria gaúcha, na medida que impedem mercadorias de chegarem aos seus destinos. Petry entende que manifestações são legítimas, porém nunca devem comprometer o fluxo de cargas e de pessoas. “O bloqueio das estradas agride o direito constitucional assegurado de ir e vir das pessoas no Brasil”, afirma. “Além disso, redução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o óleo diesel não pode ficar condicionada à reoneração da folha de pagamento para setores da economia”, reforça. 

No Rio Grande do Sul, a fábrica da General Motors, em Gravataí, suspendeu a produção na terça-feira, e os setores de laticínios, aves e suínos também começam a ser afetados. Nesta quarta-feira, os atos ocorrem em 17 estados. O Grupo Vibra informou na quarta-feira (23) a suspensão total de suas atividades de abate até que a situação se normalize. As unidades, localizadas nos estados do Paraná e Minas Gerais, são responsáveis pela produção de 1 milhão de quilos de carne processada ao dia e absorvem a grande maioria dos 4,5 mil funcionários da empresa.  


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