Sobre noivos, noivas e o voo da galinha

Primeiro semestre já não tem salvação para quem vive de produzir e vender

Por Marisa Valério, de Curitiba (PR)

marisa.valerio@amanha.com.br

Barbearia Navalha, Beer & Co, em Curitiba

Maio caminha para os finalmentes e o país vê mais uma vez a galinha voadora da economia aterrissar de seu voozinho curto e sem fôlego. Nem o Dia das Mães, nosso Natal de outono, segurou a confiança do consumidor e do setor produtivo, em nova ressaca com as pressões externas e a escalada do dólar, o congelamento da Selic, as pesquisas eleitorais...De festa em festa e à espera de 2019, quem vive de produzir e vender espicha os olhos para as próximas campanhas de calendário, o que  nos mergulha no mundo das bandeirinhas de São João e dos corações enamorados.

Poucas notícias boas vêm por aí no primeiro semestre, que já não conta com reforço especial da tradição das noivas de maio, protagonistas de um mercado de respeito. Os casamentos movimentaram R$ 17 bilhões em 2016, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva encomendada pela Abrafesta, a Associação Brasileira de Eventos. Mas os meses mais rentáveis são agora dezembro, aquecido pelo 13º salário, seguido de setembro e outubro.

A chamada indústria matrimonial, aliás, escreve um capítulo interessante na economia brasileira. Mobiliza fornecedores de todos os tipos e portes, da produção caseira de docinhos e pequenos ateliês de costura, à poderosa indústria do turismo. Mesmo nos anos da crise mais aguda, o segmento se reinventou com o boom dos “miniweddings”, festas menores em tamanho, mas ricas em sonho e detalhes.

Reinventar-se é um verbo indispensável. Quando você pensa que viu de tudo, encontra serviços como o da Barbearia Navalha, Beer & Co (foto), que na semana participou da feira Inesquecível Casamento, em Curitiba, no Castelo do Batel. O Espaço Noivo oferece mimos para o noivo, como banheiro privativo, corte de cabelo e barba, cadeira de massagem, vídeo game e frigobar. Inspirados em famosos como James Dean, Johnny Cash e Frank Sinatra, os pacotes do dia do noivo vão de R$ 450 a R$ 1.250 e oferecem também manicure e pedicure. O que varia é a quantidade de bebida à disposição, em combos de cerveja, whisky, vodka e energéticos. Se bem que todo o álcool pode ser trocado por água, alerta o pessoal da Navalha.

Facilidade é outra palavra de ordem nesse mercado. O hotel O Marriott São Paulo Airport, hotel de luxo localizado em frente ao Aeroporto de Guarulhos, que faz parte da rede paranaense Deville, viu subir a quantidade de casamentos nos últimos anos. “Muitas noivas adoram a facilidade de se arrumar no quarto do hotel, espaço que também é utilizado para a noite de núpcias”, comenta Bruna Striulli, coordenadora de eventos. Além disso, estar perto do aeroporto facilita o embarque para a viagem de lua de mel.

SABE O QUE MAIS?

Espaço Gourmet e Nagoya Sushi School
A Espaço Gourmet Escola de Gastronomia agora é parceira da Nagoya Sushi School, uma das maiores escolas de sushi do mundo. Graças a um acordo de cooperação educacional, a escola de Curitiba terá a chancela para os cursos de Culinária Japonesa – incluindo o novo curso de formação de Sushiman. Também haverá intercâmbio de alunos. O chef brasileiro Andre Kawai, que ensina a arte do sushi na cidade de Nagoya, na região central do Japão, esteve em Curitiba para assinar o acordo com a escola e comandou uma aula show Sushi e Sashimi Tradicional.

Futuro do trabalho na agenda
Na agenda semana, a Amcham Curitiba realiza a primeira edição deste ano do CEO Fórum, cujo tema é o “Futuro do Trabalho: o Equilíbrio pelo Movimento”. Será na quarta, 23, à tarde, no Espaço Torres Paraná Clube, destinado a executivos, empresários e empreendedores paranaenses que buscam conhecimento e troca de experiências. Quatro palestrantes vão abordar as habilidades fundamentais do profissional, a terceirização e o impacto de um planejamento estratégico bem desenvolvido. Os convidados são Alexandre Pellaes, fundador da Exboss e sócio da 99jobs.com; Jesper Rhode, ex-CMO da Ericson América Latina, consultor da Hyper Island e associado do Instituto Copenhagen; Luis Rasquilha, CEO da Inova Consulting, e Bibop Gresta, chairman e COO da Hyperloop Transportation Technologies. Inscrições pelo e-mail eventos.curitiba@amchambrasil.com.br.

Falta seguro
Das mais de 621 mil empresas ativas no Paraná, apenas 18% têm seguro empresarial. Ainda assim, esse dado é bem melhor do que a média nacional, de 10%. A informação é do Sindicato dos Corretores de Seguros do Paraná (Sincor-PR) e do Empresômetro, plataforma desenvolvida pelo Instituto de Planejamento e Tributação (IBPT). O superintendente de Ramos Elementares da Porto Seguro, Jarbas Medeiros, diz que a penetração do seguro empresarial é tímida, correspondente à baixa percepção de valor por parte dos empresários.


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