Pesquisa revela que consumidor está cauteloso

A elevação dos preços é sentida nos supermercados

Por Agência Brasil

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A elevação dos preços é sentida nos supermercados

O consumidor brasileiro segue cauteloso, segundo pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).   O Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) ficou estável ao passar de 42,2 pontos em março para 42,0 pontos em abril. No mesmo período de 2017, o índice estava em 40,5 pontos. A metodologia da pesquisa, que tem seu indicador de zero a 100, revela que resultados acima de 50 pontos demonstram otimismo entre os consumidores e abaixo dessa marca, representam pessimismo. "A lenta e gradual retomada econômica ainda não exerce efeito no humor do brasileiro, que segue cauteloso para comprometer sua renda, mesmo com uma inflação sob controle. A expectativa é que a confiança acompanhe o ritmo de melhora do mercado de trabalho, que deve se consolidar apenas após o período eleitoral”, avalia José Cesar da Costa, presidente da CNDL. 

Mesmo com inflação controlada, 49% dos consumidores atribuem a avaliação negativa da vida financeira ao alto custo de vida. O aumento de preços de produtos e serviços serve como argumento principal da percepção negativa da economia brasileira para 51% dos consumidores, enquanto 39% citam os altos juros. “O custo de vida ainda incomoda porque a renda ainda não se recuperou para níveis próximos ao período pré-crise. O desemprego continua elevado, a despeito do avanço recente da atividade econômica”, afirma Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

A elevação dos preços é sentida, principalmente, nos supermercados (87%), combustíveis (85%) e conta de energia (82%). Os consumidores mencionam também o fato de estarem desempregados (37%), a queda da renda familiar (27%) e de terem lidado com algum imprevisto que desorganizou as finanças (16%). Em sentido oposto, para aqueles que consideram o momento atual como bom ou ótimo, o controle das finanças foi a razão mais destacada, lembrada por 57% dos entrevistados. Há ainda 24% que disseram contar com alguma reserva financeira.


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