Banco Central mantém taxa básica de juros em 6,5% ao ano

A decisão surpreendeu o mercado, que esperava uma redução da Selic

Da Redação, com Agência Brasil

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Banco Central mantém taxa básica de juros em 6,5% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter os juros básicos da economia brasileira em 6,5% ao ano. A decisão surpreendeu o mercado, que esperava uma redução da taxa.De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março, o nível mais baixo até então.

“Na avaliação do Copom, a evolução do cenário básico e, principalmente, do balanço de riscos tornou desnecessária uma flexibilização monetária adicional para mitigar o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas. Para as próximas reuniões, o Comitê vê como adequada a manutenção da taxa de juros no patamar corrente. O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, informa o comunicado do Banco Central. 

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

Repercussão
O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Porcello Petry, afirma que a redução da taxa de juros não deveria ter sido interrompida. “Caso o ciclo de queda dos juros tivesse sido mais longo, contribuiria muito na recuperação da economia. Entendemos, porém, que a taxa é adequada para a situação que se apresenta com a alta do dólar”, declarou Petry, em nota. "Mesmo que os indicadores de inflação e de atividade estejam abaixo do esperado, o cenário externo cada vez mais desfavorável e a proximidade da indefinida corrida eleitoral no país justificam uma maior cautela do governo", completa Petry. "É provável que a economia continue absorvendo estímulos monetários nos próximos meses, mesmo que a meta da taxa Selic permaneça inalterada", prevê.  


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