Alta do dólar é internacional e Brasil não está imune

Segundo Eduardo Guardia, o governo deve manter ajuste fiscal

Por Agência Brasil

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Alta do dólar é internacional e Brasil não está imune, declara Eduardo Guardia, ministro da Fazenda

A alta do dólar no Brasil é um movimento internacional de fortalecimento da moeda americana, declarou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia (foto). O ministro conversou com a imprensa após participar de reunião com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, para discutir como o órgão pode ampliar a capacidade de auditar os parcelamentos de dívidas tributárias e benefícios fiscais. “No curto prazo, é um movimento internacional de fortalecimento do dólar e o Brasil não está imune a isso”, opinou.

Na segunda-feira (14), o dólar comercial fechou o dia cotado R$ 3,628, uma alta de 0,73%. Esse foi o maior valor desde abril de 2016, quando a moeda chegou a valer R$ 3,693. Hoje, às 12h10, o dólar estava cotado a R$ 3,68, com alta de 1,4%. “Vejo como uma tendência internacional de fortalecimento do dólar. Se nós olharmos para os países emergentes ou para as principais moedas, elas estão se desvalorizando vis-à-vis o dólar”, destacou o ministro.

Segundo ele, o governo deve manter a estratégia de ajuste fiscal para combater a alta da moeda norte-americana. “A melhor resposta do governo é persistir trabalhando no processo de consolidação fiscal, aumentar a produtividade, reduzir custos para tornar a economia brasileira mais eficiente. Temos um cenário de contas externas muito favorável, temos reservas internacionais, temos um pequeno déficit em transações correntes, que é amplamente financiável pelos investimentos diretos estrangeiros, a inflação está baixa, um processo de redução da taxa de juros”, listou. 

A alta do dólar ocorre mesmo com ajustes na atuação do Banco Central no mercado de câmbio. Na última sexta-feira (11), após o fechamento do mercado, o banco anunciou ajustes nos leilões de contratos de sawps cambiais, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro. O BC passou a fazer leilões com vencimento em junho e antecipou operações adicionais. Com os ajustes, o BC iniciou a oferta diária de rolagem integral de 4.225 contratos, com vencimento em junho. Além disso, passou a fazer a oferta adicional de 5 mil novos contratos ao longo do mês e não apenas ao final como estava previsto.


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