Recuperação nacional pode salvar exportadores do Sul de crise argentina

Para o economista-chefe da Austin, Brasil pode absorver excedente da região que teria como destino o país vizinho

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Recuperação nacional pode salvar exportadores do Sul de crise argentina

Os reflexos da atual crise argentina sobe o Brasil serão bem menores do que em crises anteriores ocorridas com os emergentes (México, Argentina, Sudeste Asiático e Rússia) na década de 1990. Esta é a opinião de Alex Agostini, economista-chefe da agência de risco Austin, com sede em São Paulo. O que sustenta a tese é que o nível de reservas internacionais do Brasil é dez vezes maior que naquela época. “A exposição da dívida interna brasileira ao câmbio também se reduziu fortemente. É praticamente zero”, avalia. 

A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial das exportações brasileiras e o principal no segmento de bens manufaturados. Os fabricantes de automóveis, por exemplo, destinam 75% da produção para o país vizinho. Por essas razões, o efeito mais direto é na redução da demanda por mercadorias verde-e-amarelas.

No Sul, as exportações para a Argentina representam 9% do total. Os principais produtos são soja (18%), barcos (10%) e frangos (7%). “O impacto mais efetivo será na redução desse volume, mas sem afetar sobremaneira os produtores paranaenses, catarinenses e gaúchos”, opina Agostini. “Outras economias em crescimento deverão suprir com maior demanda. E o próprio processo de recuperação econômica do Brasil vai absorver esse excedente que teria como destino a Argentina”, entende o economista. 


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comentarios




Paula Marqui

Esse otimismo dos nossos economistas nos mostram que vivemos em um outro país! Será que apenas uma parte desses cidadãos enxergam isto?

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