Menos desconfiança e mais nota fiscal

Paraná quintuplica emissão e aumenta cerco ao sonegador

Por Marisa Valério, de Curitiba (PR)

marisa.valerio@amanha.com.br

Paraná quintuplica emissão de notas e aumenta cerco ao sonegador

Quer CPF na nota? A pergunta causava desconfiança em 2015, quando o programa Nota Paraná foi implantado. As pessoas temiam que o governo estivesse “espionando” sua renda – como se não houvesse outros meios para isso... Mas os números provam que o temor ficou no passado, afugentado pelo dinheiro que volta para o bolso. Além de sortear prêmios em moeda, a Secretaria da Fazenda “devolve” ao consumidor 30% do imposto pago, que pode ser sacado ou usado no pagamento do IPVA. Em troca, o governo combate a sonegação fiscal, uma tarefa e tanto quando se tem que processar diariamente 4,4 milhões de notas fiscais de consumidor eletrônicas (NFC-e).

A média de notas emitidas quintuplicou em dois anos, de 24 milhões para 132 milhões por mês. O mesmo fenômeno deve se repetir com a Nota Curitibana, lançada pela prefeitura de Curitiba em janeiro e que em dois meses aumentou em 14% a emissão de notas de serviços. Nesse caso, o crédito pode ser usado para abater até 30% do IPTU.

A mudança de hábito de consumidores e empresários aparece claramente nos números da VHSYS, startup de gestão empresarial que oferece emissor de nota fiscal eletrônica. Segundo Luan Stocco, cofundador e CTO da VHSYS, nos quatro primeiros meses de 2018 o número de notas emitidas alcançou 45% de todo o resultado do ano passado.

Para Stocco, a nota se popularizou, mas essa não é a única explicação para seu sucesso. A economia ganhou fôlego e o consumidor, novos hábitos. “A recuperação do mercado de trabalho vem impulsionando o consumo e, simultaneamente, temos a mudança de hábito do consumidor, que passou a exigir a nota fiscal nas compras. Os comerciantes tiveram de se adaptar. Antigamente, alguns ficavam até aborrecidos se você pedia a nota fiscal”, lembra. 

O Nota Paraná – filhote da pioneira Nota Fiscal Paulista – tem 2,1 milhões de consumidores cadastrados, o que pode ser feito pelo site e pelo aplicativo. Até abril, o programa distribuiu R$ 906 milhões em créditos e prêmios a consumidores e instituições sem fins lucrativos.

SABE O QUE MAIS?

Mão no bolso
Mais uma chance para quem quer aprender a evitar dívidas, controlar o orçamento familiar e ainda poupar algum. O Sicredi pretende alcançar 1,2 mil pessoas na semana de 14 a 20 com palestras sobre educação financeira para crianças e adultos em escolas públicas e particulares da capital. A iniciativa integra a Semana Nacional da Educação Financeira, promovida pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef). Instituição financeira cooperativa com mais de 3,7 milhões de associados no país, o Sicredi faz um trabalho continuado de educação financeira em vários estados com o projeto Cooperação na Ponta do Lápis. Se quiser saber mais, clique aqui.

Mônica econômica
Outro projeto realizado pelo Sicredi é a série especial de revistas em quadrinhos da Turma da Mônica, desenvolvida em conjunto com a Maurício de Sousa Produções para ensinar a criançada a planejar os gastos. A primeira das seis edições quadrimestrais está sendo lançada agora.

Sabores
De 17 de maio a 3 de junho, 42 restaurantes de Curitiba, Pinhais, Londrina, Castro e Foz do Iguaçu lançam pratos inéditos e sorteiam vouchers entre os clientes, entre outras atrações da 13ª edição do Festival Brasil Sabor, promovido pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Abrasel-PR. Além de experimentar receitas, durante as duas semanas o público decidirá se o novo prato deve ou não integrar o cardápio do restaurante. Uma inovação vai animar as refeições: com o App Realidade Aumentada será possível ver os pratos em movimento. A Abrasel Paraná é a única do Brasil que edita todo ano, desde 2006, o livro com as receitas do Festival, o “Segredos dos Chefs”. O Festival Brasil Sabor reúne 700 restaurantes em todo o país.

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