Aurora dará férias coletivas na unidade de Guatambu

Cooperativa informa que não demitirá trabalhadores

Da Redação

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Aurora dará férias coletivas na unidade de Guatambu

A Cooperativa Central Aurora Alimentos tornou público nesta quarta-feira (9) que dará férias coletivas à unidade industrial de abate de processamento de aves de Guatambu no período de 2 a 31 de julho deste ano. A planta é uma das oito indústrias avícolas operadas pela empresa. Emprega 1.283 trabalhadores e abate 29,5 milhões de frango por ano, o que representa 11,8% do abate total da Aurora. 

Essa é a segunda planta programada a entrar em regime de férias coletivas. A primeira é a de Abelardo Luz, que suspenderá provisoriamente as atividades industriais no dia 4 de junho. Ali, são empregados 1.391 trabalhadores para o abate de 33,5 milhões de frangos por ano, contribuindo com 13,4% do abate total da Aurora. A empresa informa que não está prevista a demissão de trabalhadores e que a interrupção não atingirá, simultaneamente, mais de uma planta. Porém, a Aurora decidirá em julho se haverá necessidade de colocar uma terceira planta industrial em férias coletivas. 

“Em face da complexidade da cadeia produtiva, torna-se imperioso adotar de forma antecipada e planejada os procedimentos para efetivar-se a paralisação temporária. São necessários 63 dias para diminuir a geração de ovos férteis, a produção de pintainhos, o alojamento e o abate, harmonizando essas fases com a suspensão das atividades da unidade que entrará em férias coletivas. Isso evita o descarte de ativos biológicos. A medida tornou-se inadiável em razão dos percalços que afetam o mercado internacional e impactam todas as companhias avícolas brasileiras desde agosto do ano passado. O quadro agravou-se no último bimestre de 2017, quando várias empresas foram desabilitadas a exportar para a Europa. No mesmo período, a Rússia, que representava um grande comprador de produtos cárneos, suspendeu as importações. A conjugação desses dois episódios produz o efeito de oferta excessiva e deterioração de preços”, revela o comunicado da cooperativa. 

“Por outro lado, o suprimento do milho, um dos principais insumos da avicultura industrial, passa por um período de retenção especulativa, cujo efeito é o inflacionamento artificial de seu preço. Essa situação agrava as dificuldades do setor e força as agroindústrias a obter no exterior o milho para a manutenção dos quase 520 milhões de aves alojadas em todo o país.  Em consequência desse cenário, grande parcela da produção nacional destinada à exportação acabou permanecendo no mercado doméstico. Nesse estágio, a capacidade de armazenagem à frio, própria e de terceiros, chega ao seu limite, tornando-se imperiosa a necessidade de reduzir temporariamente a produção”, explica a nota. 


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