Os melhores investimentos depois da nova alta da Selic

As aplicações de renda fixa ficaram ainda mais atrativas

Por Infomoney

Os melhores investimentos depois da nova alta da Selic

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu elevar a Selic (Taxa Básica de Juro) em 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano, na reunião que terminou na última quarta-feira (3), o maior nível desde agosto de 2006. Com isso, as aplicações de renda fixa cujo retorno é balizado pela taxa básica de juro ficam ainda mais atrativas.

Na opinião da equipe de renda fixa da XP investimentos, os investidores que têm mais recursos (acima de R$ 100 mil) e podem diversificar bastante a carteira, devem priorizar nesse momento os investimentos com taxas prefixadas. Isso porque a tendência é que os juros subam mais um pouco este ano e se estabilizem até que voltem a cair a partir de 2016. “Os títulos prefixados estão com um prêmio muito bom neste momento, principalmente aqueles com vencimento a partir de julho de 2017”, diz Bruno Saads, responsável pela área de produtos de renda fixa da XP Investimentos.

“Para clientes com perfil agressivo, nossa equipe de alocação sugere exposição de até 10% em NTN-B 2050 (títulos de inflação) ou Swap Pré 2021, usando LFT (título público pós-fixado atrelado à Selic) como margem, já que essa estrutura permite ganhos mais alavancados” complementa Saads. De acordo com o especialista, o CDB (Certificado de Depósito Bancário) é uma das aplicações que oferece melhores taxas no momento. Nas plataformas de corretoras é possível encontrar CDB pós-fixado com prazos de dois anos pagando 15% de rendimento prefixado ao ano. No caso dos pós-fixados, papéis com prazos de dois anos podem pagar entre 110% e 120% do CDI.

Entre as vantagens da aplicação está a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para aplicações de até R$ 250 mil por CPF. Se o banco quebrar, o investidor tem a garantia de receber até este valor do fundo. Outras aplicações como as LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) também podem ser uma boa opção, e além de também contarem com a garantia do FGC, são isentas de Imposto de Renda. O problema é que está cada vez mais difícil encontrar esses títulos com taxas boas nas plataformas das corretoras, devido à escassez de lastro destes produtos. “Hoje temos cerca de 10% de LCI e LCA que tínhamos na plataforma há um ano”, diz a Gradual Investimentos em relatório. Com isso, a oferta de CDBs com taxas atrativas tem aumentado.

Tesouro Direto
Outra aplicação que tem crescido bastante com a alta dos juros é o Tesouro Direto. Os investidores que quiserem uma taxa pós-fixada atrelada à taxa básica de juros podem optar pelos títulos Tesouro Selic. Para o professor de finanças da FIA, Keyler Carvalho Rocha, essa é uma das melhores opções para quem tem poucos recursos. “O risco [de crédito] é quase zero e a rentabilidade é bem significativa”, afirma Rocha. Além dos títulos com rentabilidade pós-fixadas, o Tesouro Direto também disponibiliza aplicações prefixadas, o Tesouro Prefixado (LTN), e atreladas à inflação, chamada Tesouro IPCA+ (NTN-B).

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