Casan acumula receita líquida de R$ 1 bi em 2017

Lucro líquido registrado foi de R$ 99,7 milhões

Da Redação

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Casan acumula receita líquida de R$ 1 bilhão em 2017

O balanço patrimonial de 2017 da Casan mostrará que a companhia teve um incremento de seus serviços e atingiu o seu melhor desempenho econômico da história. Com uma receita líquida de R$ 1 bilhão, 11% a mais do que a do ano anterior, o lucro líquido registrado em 2017 foi de R$ 99,7 milhões. Porém, diante do impacto dos primeiros meses do Programa de Demissão Voluntária Incentivado (PDVI) implantado no ano passado, o balanço real aponta um prejuízo contábil (fiscal) de R$ 28,5 milhões, um número que, no entanto, não tem impacto negativo no caixa. Os dados serão divulgados no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (23).

Apesar de contabilizados em 2017, estes números serão amortizados pela empresa ao longo de oito anos, num total de até 96 parcelas, dando a oportunidade de usar esses recursos para dar seguimento ao plano de obras em execução. De acordo com os dados do PDVI, nos últimos dois meses de 2017 e três primeiros meses de 2018 saíram 246 funcionários, cujas indenizações impactaram o ano contábil 2017 em R$ 183,8 milhões. O resultado contábil negativo evita que a Casan tenha de desembolsar altas quantias em Imposto de Renda e de dividendos aos acionistas, o que acaba gerando uma economia de R$ 81 milhões aos cofres da companhia. O PDVI contou com a adesão de 27% dos funcionários (717 inscritos), mas vai representar uma economia de R$ 617,3 milhões à empresa. O cronograma de desligamento planejado se iniciou em novembro de 2017 e vai até outubro deste ano.

Esses recursos já estão sendo utilizados como contrapartida dos investimentos em andamento, que contam com financiamentos de agências internacionais de fomento (a japonesa JICA e a francesa AFD) e de instituições nacionais, como BNDES, Caixa e Orçamento Geral da União, mantendo assim o ritmo atual das obras de saneamento em execução. O atual Plano de Investimentos da Casan é da ordem de R$ 2,2 bilhões, suficientes para ampliar os sistemas de abastecimento de água e os serviços de coleta e tratamento de esgoto. Essa economia em impostos e dividendos também evita que o Governo do Estado tenha de fazer aportes na companhia, como estava inicialmente previsto nos contratos de financiamento.

A Casan encerrou o ano passado com 1.134.265 residências atendidas com abastecimento de água, representando um incremento de 2,4% na base de clientes da companhia. Nos 39 sistemas operados com coleta, tratamento e destinação final de esgoto houve um incremento de 8,3% na base de clientes em relação ao ano anterior, alcançando agora 248.442 casas. O aumento de 8,3% deve-se às obras de esgotamento sanitário espalhadas pelo Estado, que projetam deixar Santa Catarina com 49% de cobertura ainda nesta década.

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