UE proíbe importação de carne de frango de frigoríficos do Sul

Além da BRF, outras empresas da região foram atingidas

Da Redação

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UE proíbe importação de carne de frango de frigoríficos do Sul

A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (19) que proibiu a importação de carne de frango de 20 frigoríficos do Brasil – 12 deles são fábricas da catarinense BRF e outras seis empresas diferentes, parte localizada no Paraná. O bloco tomou essa decisão, pois viu deficiências no sistema brasileiro oficial de controle sanitário.  

No total, de acordo com informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), nove companhias foram diretamente atingidas. De acordo com informações veiculadas pelo site do jornal O Globo, que teve acesso à relação, estão proibidas de exportar, além da BRF, a SHB Comércio e Indústria de Alimentos (PR e MT), Copacol (PR), Copagril (PR),  Coopavel (PR), Avenorte (PR), Lar (PR), Zanchetta Alimentos (SP), São Salvador (GO) e Bello Alimentos (MS). A BRF anunciou que concederá férias coletivas de 30 dias aos 2 mil funcionários da linha de abate de aves em Toledo, no oeste do Paraná, a partir de 2 de julho. Em nota, a empresa catarinense considera a necessidade de adaptações no planejamento de produção, em decorrência de ajustes para atender a demanda atual.

O Ministério da Agricultura prevê que a suspensão deve atingir cerca de 30% do total vendido para a UE.  O assunto já foi levado na véspera ao presidente da República Michel Temer, informou Blairo Maggi, ministro da Agricultura. “Informei a forma como somos tratados dentro das cotas de exportação. Nossa reclamação é que a Comunidade Europeia diz que é uma questão de saúde, mas se o Brasil pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandar tudo como carne in natura,  entra sem nenhum problema. Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou. Pagando a tarifa extra-cota, as exigências sanitárias quanto a salmonellas são reduzidas de 2.600 tipos da bactéria para dois.

O painel na OMC, segundo Maggi, servirá para discutir as cotas. “Estamos sendo penalizados. Há uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar. Vamos brigar pelo espaço conforme o mercado mundial preconiza, que deve ser livre entre os países”, afirmou. O impacto da decisão da UE deve ser grande e terá de ser substituído , disse ele. Maggi lembrou ainda que os estabelecimentos afetados vendem também para o mercado interno, mercados da Ásia, no México, em vários lugares do mundo. 


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