Ecovix pretende retomar polo naval em Rio Grande

Empresa aguarda decisão da Justiça para realizar assembleia

Da Redação

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Ecovix pretende retomar produção no polo naval

Responsável por um dos maiores projetos privados no setor portuário e na construção de estaleiros no Brasil na última década em Rio Grande (RS), o Grupo Ecovix pretende retomar as atividades no munícipio. A empresa, que venceu concorrência da Petrobras em 2010 e entregou cinco plataformas de exploração de petróleo, está em recuperação judicial desde dezembro de 2016, com o objetivo de reestruturar a dívida e preservar ativos estimados hoje em R$ 3,4 bilhões. 

“O alto investimento realizado e a megaestrutura montada não podem ser perdidos. Sem operar, como se encontra atualmente, não estão sendo gerados nem empregos nem receitas”, afirma Christiano Morales, diretor executivo da Ecovix. Dentro do prazo que determina a lei, o grupo elaborou um plano de recuperação judicial, que está em vias de ser aprovado, tão logo a Justiça permita a realização da assembleia geral de credores. Agora, a Ecovix aguarda a liberação da Justiça para a realização de uma assembleia geral de credores porque houve divergência com um sócio indireto, a Funcef. O assunto está em análise no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, na 6ª Câmara Cível, sob a relatoria do desembargador Luís Augusto Coelho Braga. 

A Justiça deve decidir se libera a realização da assembleia no dia 26 de abril. Sem a assembleia não haverá nem a apreciação nem a votação de um plano de recuperação judicial. Isso inviabilizaria o negócio, a retomada do polo naval e a utilização dos ativos, com a implementação de atividades complementares que tendem movimentar a economia da região sul gaúcha.

Mercado em alta
O dique seco e outras estruturas foram construídos no polo naval de Rio Grande a partir da descoberta de petróleo em águas profundas (pré-sal). Desde então, a Petrobras teve a necessidade de ter novas plataformas, que começaram a ser produzidas em Rio Grande. A cidade passou por um rápido crescimento entre 2005 e 2013, com o aumento dos indicadores econômicos e elevado nível de contratação. Com os preços do petróleo em alta, cria-se uma onda positiva. O barril está acima de US$ 60 (cerca de R$ 200), o que torna os investimentos no pré-sal ainda mais atrativos. Em 2014, a produção do pré-sal era de 300 mil barris por dia. Atualmente, está em 1,4 milhão por dia.


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