Serviços evitaram aumento maior dos combustíveis

Tema foi tratado por Leocádio Antunes, diretor da Ipiranga

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

Serviços evitaram aumento maior dos combustíveis, revela Leocádio Antunes, da Ipiranga

A Ipiranga superou a crise econômica com serviços secundários à atividade principal de postos de combustíveis. A estratégia permitiu evitar um aumento mais elevado nos preços dos combustíveis, disse o diretor-superintendente da Ipiranga, Leocádio de Almeida Antunes (foto), ao falar no tradicional Tá na Mesa, promovido pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul), nesta quarta-feira (11), em Porto Alegre. 

Leocádio destacou a complexidade tributária brasileira, que eleva, ainda mais, o aumento das irregularidades, que chegam a atingir cerca de R$ 4,8 bilhões por ano, só em sonegação. Além disso, dois fatores pesaram sobre o valor cobrado ao longo do segundo semestre do ano passado. “O primeiro deles foi a mudança da tributação do PIS/Cofins, que em termos de valores específicos praticamente dobrou tanto para a gasolina quanto para o diesel. Os preços internacionais também interferiram nesse cálculo”, explicou. A partir de julho do ano passado, a Petrobras passou a praticar movimento de preços diários. 

Mesmo com esses percalços, a Ipiranga está focando para manter-se forte na liderança do mercado (41% no Brasil e 51% no Rio Grande do Sul), que hoje é preenchido por pouco mais de 42% de postos chamados “bandeira branca”, que preferem não promover ou associar-se a marcas de mercado. De acordo com a Ipiranga, cerca de 110 bilhões de litros de combustíveis foram comercializados e distribuídos no Brasil, em 2017, em 42 mil postos revendedores com uma movimentação financeira de R$ 330 bilhões. No período, a Ipiranga obteve R$ 68 bilhões de receita líquida. 

O crescimento e a consolidação da Ipiranga ainda é resultado do enfrentamento dos desafios e oportunidades do mercado. Em países como Brasil e México, vê-se um aumento do mercado de transporte compartilhado. Dos três maiores mercados do transporte por aplicativos (Uber ou Cabify), dois estão no Brasil (São Paulo em primeiro e Rio de Janeiro em terceiro). Na segunda posição está a Cidade do México. Ainda no mercado, a Ipiranga informa que, com base no nicho de carros elétricos, a frota brasileira deve ser composta, na próxima década, de 1% de veículos nesta condição e 10% das vendas até 2028. “Estamos atentos a esta realidade”, pontuou Leocádio.  


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