Crescimento com inflação baixa depende da Previdência

Opinião é de Eduardo Guardia, novo ministro da Fazenda

Por Agência Brasil

redacao@amanha.com.br

Eduardo Guardia, novo ministro da Fazenda

A manutenção do crescimento econômico e da inflação e da taxa de juros baixas dependem da reforma da Previdência, afirmou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, em cerimônia de transmissão de cargo, no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Guardia assumiu o comando do Ministério da Fazenda no lugar de Henrique Meirelles.

Na terça-feira (10), o presidente Michel Temer deu posse a dez ministros, entre eles Guardia, que ocupava a secretaria executiva da pasta desde 2016. “Não existe solução consistente e duradoura que não seja o equilíbrio das contas públicas. Reitero a importância da reforma da Previdência”, afirmou Guardia. O novo ministro acrescentou que a disciplina fiscal exige controle e compromisso com a qualidade dos gastos públicos. “Esse objetivo não pode ser apenas um compromisso, mas um dever de todo agente público”.

Guardia também defendeu o aperfeiçoamento da chamada regra de ouro. Essa norma determina que o governo não pode se endividar para cobrir despesas correntes, mas apenas para fazer investimentos (em obras públicas e compra de equipamentos) e refinanciar a dívida pública. “Sabemos que existe um desequilíbrio estrutural entre as receitas de despesas correntes da União, o que faz com que o governo tenha que recorrer ao endividamento para financiar seus gastos correntes”, disse. Para este ano, lembrou o novo ministro, já foi apresentada uma solução para que a regra não seja descumprida.

“Já equacionamos a solução para este ano. O descasamento entre receitas e despesas correntes será coberto por receitas financeiras, notadamente pela devolução antecipada dos recursos do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], além de outras medidas como utilização do superávit financeiro e o cancelamento de restos a pagar”, declarou.

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