Azambuja prega união do Sul para fechar fronteiras do Brasil

Governador do Mato Grosso do Sul afirma que Codesul contribui com a reivindicação à União pela segurança pública

Da Redação

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Azambuja prega união do Sul para fechar fronteiras do Brasil

Depois de defender o fechamento das fronteiras do Brasil em reunião com os estados que formam o Consórcio Brasil Central (DF, GO, MA, MT, MS, RO e TO), o governador sul-mato-grossense Reinaldo Azambuja (na foto, ao centro, com o microfone) convocou os estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul para compor uma frente nacional em busca da blindagem federal nas divisas territoriais do país. Nesta quarta-feira (4), ao tomar posse da presidência do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) – bloco econômico formado pelos estados do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul, Azambuja ressaltou que o fortalecimento da segurança pública nas fronteiras é uma necessidade nacional. 

“É a saída para o Brasil”, afirmou, em Florianópolis (SC). “Só com a blindagem das fronteiras vamos diminuir o poderio econômico do tráfico de drogas e de armas, que avançou pelo Brasil todo. Precisamos fazer da integração da segurança pública uma política nacional. Se os estados trabalharem isoladamente não vamos fazer uma política de desenvolvimento saudável na segurança pública”, declarou. Azambuja voltou a cobrar do governo federal a instalação de núcleos de inteligência de fronteira e criticou a demora da União na efetivação de mecanismos que integrem os estados. “Se a União não tem esses núcleos, podemos fazer entre os estados. Estamos trocando experiências com Mato Grosso e Goiás em crimes transfronteiriços e temos alcançado resultados importantes”, revelou.

Para o governador de Mato Grosso do Sul, a intervenção federal no Rio de Janeiro é exemplo da “total degradação” da política pública isolada na área da segurança e reflete em todas as unidades da federação. Azambuja falou em pressionar a União a ajudar também os outros estados. “O Brasil não é só o Rio de Janeiro”, analisou. No contexto, o governador sul-mato-grossense afirmou que a representatividade do Codesul contribui com a reivindicação à União na pauta do fechamento das fronteiras e da integração da segurança pública. “É um tema latente no país, que atende as necessidades das pessoas. O Brasil tem que olhar para suas fronteiras, que estão escancaradas”, pontuou.


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