Randon Araraquara mira agronegócio do interior paulista

A unidade, que deve representar até 20% da produção do grupo, recebeu investimentos de R$ 100 milhões

Da Redação

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Randon Araraquara mira agronegócio do interior paulista

A Randon inaugurou oficialmente nesta quarta-feira (28) as instalações da sua unidade em Araraquara (SP). O início das atividades industriais ocorreu em 8 de janeiro com a contratação, integração e treinamento dos primeiros 65 funcionários, chegando ao total de 100 vagas preenchidas entre empregos diretos e indiretos, auxiliados por uma equipe da matriz da Randon Implementos. Com uma capacidade de produção para até 2 mil unidades por ano, num mix otimizado entre semirreboques e vagões ferroviários, a empresa visa atender, nesta primeira etapa, a demanda de produtos característicos da região sudeste do país, utilizados no cultivo da cana-de-açúcar, no transporte de cargas industrializadas e que se beneficiam da infraestrutura rodoferroviária existente. A mais nova unidade das Empresas Randon recebeu investimentos na ordem de R$ 100 milhões.

O projeto de expansão começou em 2012, com a assinatura do Protocolo de Intenções com a Prefeitura de Araraquara e Memorando de Entendimentos com o Governo do Estado de São Paulo, através da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade – Investe São Paulo. O empreendimento soma 122 hectares, dos quais 25 mil metros quadrados são ocupados pela fábrica, área administrativa e apoio. Estrategicamente localizada, a unidade Araraquara permite uma melhor condição de atendimento aos mercados.

Para o COO Montadoras, Alexandre Gazzi, um dos diferenciais do local é a agilidade permitida pela logística. ”A Randon Araraquara está num polo de grande demanda por produtos voltados ao setor do agronegócio, como os semirreboques canavieiros e os vagões ferroviários. Estamos mais perto de nossos clientes, bem como de fornecedores, contando com excelente infraestrutura de estradas e ferrovias, o que nos permite negócios e entregas mais rápidas,” afirma Gazzi. A companhia chegava a pagar R$ 15 mil de frete para transportar uma unidade de Caxias do Sul para o Sudeste. “É um sonho que temos desde 2012. Esse modelo foi estudado por mais de 200 pessoas. Vai ser um exemplo de como fazer todas as novas unidades, com processos muito melhores e integrando as unidades em projetos do futuro”, declarou David Randon, diretor presidente do grupo. 

A unidade de Araraquara deve representar de 10% a 20% da produção do grupo. Desse modo, a planta de Caxias do Sul poderá se concentrar no o modal rodoviário. Depois de mais de 300 mil caminhões e semirreboques terem ficado parados durante a crise, hoje a empresa está fazendo hora extra. Por isso, mesmo com a transferência de boa parte da produção de Caxias do Sul para Araraquara, 12 linhas de produtos seguirão sendo produzidas na sede.


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