Flexibilidade de uso dos espaços públicos define cidades inteligentes

Tese foi defendida por Carlo Ratti, pesquisador do MIT, na abertura do Smart City Expo Curitiba

Da Redação

redacao@amanha.com.br

Flexibilidade de uso dos espaços públicos define cidades inteligentes, defende Carlo Ratti

Investir em projetos e políticas públicas que fomentem a mobilidade, o compartilhamento de espaços de trabalho e criem novas concepções de shoppings, mercados e espaços comerciais. O resultado se converte em experiências urbanas que solucionam as necessidades dos cidadãos das metrópoles mundiais, cada vez mais conectadas e compartilhadas.  Essas são algumas das soluções para cidades sensíveis apresentadas pelo pesquisador italiano Carlo Ratti (foto), do MIT (Massachusetts Institute of Technology), na palestra de abertura do Smart City Expo Curitiba 2018, na manhã desta quarta-feira (28). Com paineis e espaço de exposição que ocupam toda a Expo Renault Barigui e devem mobilizar cinco mil pessoas até o fim da tarde de quinta (1°), o evento reúne pela primeira vez no Brasil especialistas mundiais em soluções para cidades inteligentes.

O pesquisador italiano citou ainda a otimização da mobilidade e do uso de espaços de trabalho, via aplicativos de transporte como Uber Pool e espaços de coworking, como uma realidade de sucesso usada pela maioria da população de cidades como São Francisco e Nova York, nos EUA, e a cidade-estado de Singapura, no sudeste asiático. “A interação humana proporcionada pelas feiras e áreas comerciais, o uso de áreas verdes em prédios corporativos e a flexibilidade dos novos usos dos espaços públicos geram as experiências urbanas que definem as cidades inteligentes”, define Ratti.

Após a apresentação de Carlo Ratti, a cerimônia de abertura contou com a presença de autoridades e organizadores do evento. Roberto Marcelino, representando o iCities, fez a fala inicial, agradecendo as parcerias e apoios para a realização da primeira edição do congresso de smart cities no país, cujas ideia e planejamento tiveram início em Barcelona, em 2014. Marcelino destacou ainda a criação do Centro de Inovação de Curitiba, iniciativa do iCities para estimular o ambiente criativo da cidade por meio de living labs.

Na sequência, o presidente da FIRA Barcelona Internacional, Ricard Zapatero, enfatizou a importância da edição do Smart City Expo para Curitiba, que passa a fazer parte de um seleto grupo de cidades mundiais que se debruçam em criar e pôr em prática soluções inteligentes de urbanismo para melhorar a vida dos cidadãos. O espanhol lembrou também que a trajetória de Curitiba para tal feito vem desde o histórico projeto de planejamento urbano iniciado na década de 1970 pelo urbanista Jaime Lerner, então prefeito da capital.

A cerimônia de abertura foi encerrada com a fala do prefeito de Curitiba, Rafael Greca. Ele ressaltou que receber o Smart City Expo é mais do que replicar no Paraná o exemplo de Barcelona: é uma aposta na cultura da inovação como fomento de uma nova economia criativa, geradora de oportunidades de desenvolvimento social. “Inovação vira cultura. Essa é a lição das cidades inteligentes: o que não se compartilha, se perde”, sublinhou Greca.


leia também

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: