Estudo pioneiro mapeia microcervejarias artesanais no PR

A maior densidade de fabricantes está em Curitiba e Região Metropolitana

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Estudo pioneiro mapeia microcervejarias artesanais no Paraná

Um estudo inédito realizado por meio de projeto do Sebrae/PR, Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva) e a Faculdade Guairacá, mapeou o setor de cervejarias artesanais no Paraná. O levantamento identifica a localização das empresas, o perfil socioeconômico dos empresários, principais estilos produzidos, capacidade produtiva instalada, canais de distribuição, entre outras informações do setor.  O levantamento, realizado dentro do projeto de Potencialização das Cervejarias Artesanais, foi produzido por meio de uma cooperação técnico-científica entre as Instituições e concretizado como projeto de extensão proposto pelo colegiado de administração da Faculdade Guairacá, de Guarapuava.  Foram pesquisadas 65 empresas de setembro a dezembro do ano passado (veja o estudo completo aqui).  

O estudo permitiu o mapeamento de 100% das empresas dentro do período de pesquisa, com a identificação do quantitativo de negócios. Os dados, conforme explica a consultora do Sebrae/PR, Michele Riquetti Tesser, são um ponto de partida para compreender e acompanhar o desenvolvimento do segmento. “Trata-se de um setor carente de informações para embasar novos estudos que auxiliem na tomada de decisões estratégicas por parte das empresas que compõe o segmento”, avalia Michele. O presidente Procerva, Richard Buschann, destaca a importância do levantamento no sentido de quantificar o setor, mostrar as regiões com maior densidade de empresas e acompanhar o crescimento do segmento. “Com dados monitorados podemos ter ações mais assertivas em relação ao mercado”, comenta. Ainda conforme Richard, o mapeamento permite identificar regiões onde o segmento ainda não é explorado, permitindo ampliar o número de clientes e de mercado. 

O estudo revela que a maior densidade de fabricantes está em Curitiba e Região Metropolitana, com 26 empresas, e também, nos Campos Gerais, com 11 fábricas. Há polos cervejeiros também no norte, no sul e na região oeste do Paraná, com relevância e tradição no ramo. O levantamento mostra que 27% das empresas estão no mercado há mais de sete anos e 11% estão há menos de um ano no mercado. Dentre os estilos mais produzidos estão IPA (73,8%), Pilsen (64,6%), Weizen (58,5%), APA (44,6%) e Witibier (32,3%). Além disso, o mapeamento revela que 58% das cervejarias produzem exclusivamente para suas próprias marcas e 34% terceirizam a produção para outras marcas, também conhecidas como marcas “ciganas”.

Para o sócio proprietário de uma cervejaria instalada em São José dos Pinhais, Eduardo Vosgerau, conhecer quantos são, onde estão mais concentrados e saber mais sobre o perfil dos empresários do segmento é importante para expandir a área de atuação. “São informações que podem ajudar a área comercial a formar sua estratégia e a saber onde pode atuar com mais força”, diz. Eduardo conta que o gosto pela produção de cerveja artesanal começou com pequenos lotes de cerveja feitos em casa. O hobby evoluiu para uma produção maior e hoje já são cinco rótulos disponíveis. “É um segmento que vem passando por um crescimento substancial no Brasil, mas que ainda representa 1% do mercado consumidor de cerveja. As informações que temos é que o potencial do mercado atingirá 20% nos próximos anos”, acrescenta. Atualmente, a empresa conta com uma equipe de 10 profissionais e a ideia é incrementar esse quadro e os estilos de cervejas.

Maurício Gusso, gerente de cervejaria em Curitiba, entende que o estudo também pode ser utilizado de forma estratégica pelos empresários do setor no sentido de expandir mercado. A cervejaria curitibana, que está no mercado desde 2002, foi uma das primeiras a se instalar na capital do Estado. “Mostramos ao nosso púbico que a produção está cada vez mais moderna e que, além de Curitiba e Região Metropolitana, pretendemos expandir para outras regiões”, projeta. 


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