O mercado na ótica de Janet Yellen e Stanley Fischer

Presidente e vice do Fed falam o que esperam para a economia mundial

Por Infomoney

O mercado na ótica de Janet Yellen e Stanley Fischer

Basta um alerta de Janet Yellen (à esquerda, na foto), a primeira mulher a presidir o Federal Reserve, para os índices norte-americanos e globais se alterarem. Quando ela fala sobre o mercado e o que esperar para a economia dos Estados Unidos, todos param para ouvir. Por isso, o jornal The Wall Street Journal reuniu vários comentários dos últimos dias sobre política econômica feitos por Janet Yellen e Stanley Fischer (à direita, na foto), o vice-presidente da autoridade monetária. Confira abaixo as quatro maiores lições sobre o mercado que eles revelaram nos últimos dias. 

1. Preocupação com a economia global
Em visita a Rhode Island na semana passada, a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, disse que "o PIB de muitas outras partes da economia global, incluindo a China e outros mercados emergentes, retardou. O fraco crescimento no exterior, juntamente com suas implicações de acompanhamento para as taxas de câmbio, abalou as exportações dos Estados Unidos e pesou sobre a nossa economia". Apesar de todas as implicações, ela espera que o "mau tempo" passe. Já o vice presidente do Fed reconheceu que a diminuição do crescimento global pode ter implicações na política monetária norte-americana. "Se o crescimento externo é mais fraco do que o previsto, as consequências para a economia dos Estados Unidos poderiam levar o Fed a remover acomodações mais lentamente do que se não acontecesse." 

2. As taxas de juros podem subir ainda neste ano
Yellen disse que espera que as taxas aumentem neste ano. No entanto, será um processo lento. "Os objetivos do Fed de baixo desemprego e estabilidade de preços seriam melhor alcançados se procedermos com cautela, o que espero que aconteça muito tempo antes que as taxas voltem ao normal, em um nível a longo prazo." Fischer pareceu bastante focado em voltar a adotar a política monetária de como era antes. "Os efeitos acumulativos de mais de uma década de ações extraordinárias do Federal Reserve e outros bancos centrais precisarão ser desenrolados nos próximos anos enquanto os Estados Unidos e outras economias progridem em direção à recuperação econômica." Ainda assim, ele enfatizou que isso se dará de forma lenta e gradual. 

3. Riscos da estabilidade financeira 
Fischer falou muito sobre o "taper tantrum" [diminuição de compra de títulos] de 2013, quando os mercados do mundo todo tiveram espasmos enquanto o Fed falava abertamente sobre acabar com esse programa. "A atual elevação das taxas pode ser um gatilho para, futuramente, desencadear novas crises de volatilidade", avisou. O melhor antídoto contra esse sentimento do mercado, eles esperam, é “telegrafar” seus pensamentos. "Temos feito tudo o que podemos, além dos limites da previsão incerta, para preparar os investidores do mercado para o que os espera lá na frente". 

4. Obsessão do mercado com a data do primeiro movimento
Fischer declarou que os observadores estão muito atentos para saber quando o Fed começará a aumentar sua taxa de referência de curto prazo de quase zero, quando, ao invés disso, deveriam pensar mais sobre onde as taxas de juros estão indo ao longo do tempo. "Estão dando muita importância para esse primeiro movimento. Acho que é um engano", observou ele. "Você fala em decolar e pensam em foguetes que vão pra órbita depois de dez segundos”, comparou. "Não é sobre isso que estamos falando", alertou.


leia também

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: