Claro Brasil adota programa de energia limpa

Companhia terá usina de biogás no PR e parques eólicos no RS

Da Redação

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Claro Brasil adota programa de energia limpa

Desde dezembro, a Claro Brasil, representada pelas marcas Claro, Embratel e NET, conta com o Programa “A Energia da Claro”. Ele prevê o uso de energia limpa e a adoção de ações de proteção ao meio ambiente em todas as operações e instalações no país. A iniciativa representará uma redução de mais de 100 mil toneladas métricas de CO2 ao ano, o equivalente à retirada de quase 420 mil carros de circulação. É o maior projeto de geração distribuída do Brasil entre empresas privadas e o primeiro entre as companhias de telecomunicações. 

A energia utilizada pela Claro será proveniente de diversas fontes renováveis: solar, eólica, hidrelétrica, biogás e cogeração qualificada. A meta da empresa é cobrir 80% da energia utilizada por suas operações em todo o Brasil, o que representa mais de 600.000 MWh/ano. O programa prevê o fluxo de energia de forma bidirecional, gerando energia limpa para as concessionárias do setor e obtendo, em contrapartida, compensação nas faturas mensais da Claro. “Trata-se de um dos maiores projetos de geração distribuída de energia limpa do mundo e sem dúvida o maior implementado por uma empresa privada no Brasil”, comemora Roberto Catalão, vice-presidente de finanças da Claro Brasil.  Em novembro de 2017, a Claro inaugurou o primeiro complexo de usinas, criando a maior operação solar dedicada a uma empresa, nas cidades de Várzea de Palmas e Buritizeiro, em Minas Gerais. O complexo ocupa uma área de 45 hectares, que gerarão energia equivalente ao necessário para suprir uma cidade de 250 mil habitantes. 

O Programa A Energia da Claro Brasil reuniu diferentes empresas, fornecedores e especialistas para viabilizar a iniciativa. A primeira fazenda do complexo solar da Claro Brasil começou a operar há um ano, como projeto-piloto, em Várzea de Palmas (MG), ocupando um terço do espaço que possui hoje. Em 2018, está prevista a inauguração de mais 20 parques solares; quatro parques eólicos (três deles no Rio Grande do Sul); seis usinas de Biogás (sendo uma no Paraná); e três Cogeração Qualificada. Na segunda fase do projeto, a ser implantado ao longo deste ano, será também incorporado ao programa energia proveniente de pequenas centrais hidrelétricas (CGH).

A Claro Brasil possui mais de 40 mil unidades consumidoras de baixa tensão, entre antenas, torres e toda infraestrutura, para atender mais de 85 milhões de clientes. “Teremos uma redução média de 30% nas despesas anuais com energia”, estima Catalão. Segundo o executivo, a economia é representativa, uma vez que o consumo total de baixa tensão soma 750 Gigawatt/hora por ano, capacidade que equivale ao consumo de 250 mil residências. “A energia elétrica é um dos insumos mais importante de nossa operação (5% dos custos), uma vez que os serviços de telecomunicações são oferecidos de forma ininterrupta para pessoas, residências e empresas de todo o Brasil e do exterior”, destaca.


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